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Bolívia: Proibido de disputar Presidência, Morales lança candidatura ao Senado

Redação
Escrito por Redação

Ex-presidente está refugiado na Argentina desde que renunciou após denúncias de fraude nas últimas eleições

Mesmo refugiado na Argentina desde novembro, quando renunciou à Presidência da Bolívia , Evo Morales oficializou nesta segunda-feira (3) sua candidatura ao Senado do país, conforme o informado pelo Tribunal Superior Eleitoral da Bolívia. As eleições estão marcadas para o dia 3 de maio, e Morales está proibido, por determinação legal, de concorrer ao cargo de presidente.

Essa será a segunda eleição nacional da Bolívia em sete meses. Morales  disputava uma nova reeleição, em pleito realizado no dia 20 outubro, e chegou a vencer. Nos dias seguintes, no entanto, um relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou uma série de irregularidades e concluiu que a eleição foi fraudada.

A situação gerou violência nas ruas bolivianas, e Evo Morales renunciou, enquanto a oposição alçou Jeanine Áñez ao cargo de presidente interina. Ela era vice-presidente do Senado e chegou ao poder depois de cinco renúncias de aliados que acompanharam o ex-presidente.

Por articulação do governo interino, a Justiça decidiu proibir Morales de concorrer à Presidência nas próximas eleições, mas manteve os direitos do partido dele, o Movimento ao Socialismo ( MAS ), que lançou Luis Arce , ex-ministro da economia, como candidato a presidente e Davi Choquehuanca como vice.

Disputa

Arce vai concorrer com a própria Jeanine Áñez , que chegou a afirmar não ter interesse em permanecer no cargo, mas formalizou a candidatura, surpreendendo até aliados. Uma pesquisa realizada nos primeiros dias de janeiro, quando os candidatos ainda não estavam definidos, aponta que 26% dos bolivianos declararam a intenção de votar no partido de Evo, isso levando em conta apenas a legenda.

Na pesquisa,  Áñez  aparece com 12% das intenções de voto. Além de  Luis Arce , ainda estão na frente dela o candidato da direita,  Luis Fernando Camacho , e o ex-presidente  Carlos Mesa , empatados com 17%. A taxa de indecisos ou de pessoas que não optaram por nenhum dos candidatos é de 9%.

 

 

 

iG

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