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Biden e Putin fazem reunião virtual para discutir situação da Ucrânia

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Biden e Putin fazem reunião virtual para discutir situação da Ucrânia

Washington teme que Moscou esteja preparando uma invasão do território ucraniano. Russos negam e querem garantias de que a Otan não irá se expandir naquela região.

Joe Biden e Vladimir Putin realizam uma cúpula virtual neste momento para falar da escalada das tensões sobre a Ucrânia. O teor exato do que estão falando não está sendo divulgado imediatamente.

Acusada de preparar uma invasão ao país vizinho, a Rússia culpa seus rivais ocidentais de ameaçar sua segurança.

 

O presidente americano e o seu homólogo russo já conversaram diversas vezes por telefone e se encontraram em junho em Genebra, um encontro que a administração Biden considerou positiva no processo para criar uma relação “estável e previsível”.

Washington, a Otan e Kiev acusam Moscou de mobilizar tropas na fronteira com a Ucrânia para atacar o país, repetindo o cenário de 2014, quando os russos anexaram a península da Crimeia. Desde então, mais de 13.000 pessoas morreram no conflito.

Vacas pastam perto de um tanque e militares supostamente russos, em frente a uma base militar em Perevalnoye, perto de Simferopol, na Crimeia — Foto: Shamil Zhumatov/Reuters

Vacas pastam perto de um tanque e militares supostamente russos, em frente a uma base militar em Perevalnoye, perto de Simferopol, na Crimeia — Foto: Shamil Zhumatov/Reuters

Por outro lado, para Moscou, a presença de países da Otan no Mar do Norte, a vontade da Ucrânia de aderir à Aliança Atlântica e a ambição de Kiev de se armar com o apoio ocidental são ameaças demais à Rússia, embora o Kremlin negue qualquer plano de invadir seu vizinho.

“Nosso presidente (Putin) está pronto para expressar suas preocupações a seu colega americano, ouvir suas preocupações e dar explicações”, declarou o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov.

 

“A Rússia nunca teve a intenção de atacar ninguém, mas temos linhas vermelhas”, acrescentou.

Os analistas se mostram divididos: muitos consideram que Vladimir Putin está exagerando, mas poucos descartam por completo a hipótese de um ataque.

Se Moscou passar à ação, um alto funcionário da Casa Branca declarou na segunda-feira que Washington está disposto a responder.

“Estados Unidos responderiam afirmativamente” a um aumento da presença militar de seus aliados da Otan no leste da Europa. E depois reforçaria o apoio ao exército ucraniano.

Demétrio analisa se Biden pode impedir Putin de invadir a Ucrânia: Rússia ‘quer algo em troca’ dos EUA para não seguir com invasão

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Sanções contra a Rússia

 

Washington pretende adotar sanções econômicas duras ao regime de Putin, mas diferentes das impostas desde 2014 contra a Rússia, que não têm nenhum efeito.

Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, emitiu um comunicado oferecendo apoio à Ucrânia e afirmando que a União Europeia consideraria mais sanções contra a Rússia.

“Responderemos a quaisquer agressões futuras, aumentando e expandindo as sanções existentes”, disse Von der Leyen. “Estamos prontos para tomar medidas restritivas adicionais, em coordenação com nossos parceiros.”

Ursula von der Leyen durante entrevista em Bruxelas, em 27 de julho de 2021 — Foto: Stephanie Lecocq/Reuters

Ursula von der Leyen durante entrevista em Bruxelas, em 27 de julho de 2021 — Foto: Stephanie Lecocq/Reuters

Um alto funcionário da Casa Branca deixou claro que, no momento, Washington descarta uma resposta militar direta, pois não deseja “estar em uma posição em que o uso direto de suas forças” seja o que prevalece em suas avaliações.

Joe Biden, que já chamou Putin de “assassino”, está em uma situação complexa.

Ele precisa administrar a crise ucraniana com tato, se não deseja provocar as críticas de seus aliados tradicionais, já indignados após a retirada do Afeganistão, completamente caótica e sem coordenação entre os países.

Joe Biden comunicará pessoalmente ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky o resultado da reunião com Putin. Na segunda-feira ele conversou com aliados europeus para “coordenar a mensagem” e uma “forte solidariedade transnacional”, segundo a Casa Branca.

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G1

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