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Saúde

Bebê de família Testemunha de Jeová recebe alta um mês após cirurgia com transfusão de sangue

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Bebê de família Testemunha de Jeová recebe alta um mês após cirurgia com transfusão de sangue

Criança ficou internada na UTI da Santa Casa de Rio Preto (SP). Caso repercutiu após hospital recorrer à Justiça para fazer a transfusão, já que a mãe proibiu o procedimento por causa da crença religiosa.

O bebê de família Testemunha de Jeová que passou por um procedimento cirúrgico e foi submetido a uma transfusão de sangue recebeu alta no fim da tarde desta segunda-feira (28).

O recém-nascido ficou mais de um mês internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Rio Preto (SP) depois que o hospital acionou a Justiça para fazer o procedimento, já que a mãe do menino não autorizou a transfusão por causa da crença da família. A decisão da Justiça foi publicada no dia 24 de abril.

De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, a família do bebê não autorizou a divulgação de detalhes sobre o estado de saúde. O G1tentou entrar em contato com a família mas ninguém quis comentar.

Durante a internação, a mãe da criança escreveu uma carta à mão dizendo saber sobre o risco que a falta da transfusão faria ao filho, mas ela negou o pedido, medida que fez o hospital buscar o recurso na Justiça.

Advogados da Santa Casa disseram no pedido à Justiça que estado de saúde é gravíssimo (Foto: Reprodução)

Advogados da Santa Casa disseram no pedido à Justiça que estado de saúde é gravíssimo (Foto: Reprodução)

Saúde da criança

O bebê nasceu na Santa Casa no dia 14 de abril deste ano, sem qualquer problema de saúde, e recebeu alta no dia 17.

Mas no dia seguinte ele retornou ao hospital para a realização do teste do pezinho, quando os médicos constataram que o recém-nascido estava desidratado e hipoativo – com sonolência fora do normal e falta de movimentação.

O menino foi internado, mas o quadro clínico se agravou. Ele foi então para a UTI, onde apresentou distúrbio de coagulação, sangramento digestivo e anemia.

Segundo o provedor da Santa Casa, o médico Nadim Cury, a criança recebeu tratamento por meio de medicamentos, mas não apresentou melhora no quadro clínico. No pedido da Santa Casa à Justiça, o advogado do hospital explicou a gravidade do caso.

Carta da mãe

A mãe chegou até a redigir uma carta dizendo que tinha sido orientada pela equipe médica sobre a gravidade do quadro de saúde do bebê e que estava ciente de que ele poderia morrer se não fosse feita a transfusão.

Mãe chegou a escrever carta dizendo que sabia do risco de vida que o filho corria, mas mesmo assim não autorizava a transfusão (Foto: Reprodução)

Mãe chegou a escrever carta dizendo que sabia do risco de vida que o filho corria, mas mesmo assim não autorizava a transfusão (Foto: Reprodução)

“Mesmo assim, sabendo de todos os riscos e gravidade, não autorizo as transfusões”, escreveu a mãe.

O juiz acatou o pedido da Santa Casa e concedeu tutela antecipada, destacando que a demora natural dos trâmites do processo poderia trazer dano irreversível ou de difícil reparação para o bebê.

“Preservada a garantia constitucional do direito à crença e culto religioso, o direito à vida é de ser tutelado em primeiro lugar pelo Estado, dada ordem de grandeza que envolve um e outro direito, evidenciando a presença do fumus boni juris“, afirmou o juiz Lavínio Donizetti Paschoalão.

Trecho da decisão que garantiu à Santa Casa de Rio Preto o direito de fazer transfusão de sangue em um bebê de família Testemunha de Jeová (Foto: Reprodução)

Trecho da decisão que garantiu à Santa Casa de Rio Preto o direito de fazer transfusão de sangue em um bebê de família Testemunha de Jeová (Foto: Reprodução)

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