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Esportes

Análise: vitória não esconde a dificuldade do Flamengo de furar coletivamente o bloqueio do Vasco

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O Flamengo venceu o Vasco por 2 a 1, assegurou a segunda posição na classificação do Carioca, mas deixou a impressão no estádio Nilton Santos, no domingo, que poderia ter tido um desempenho melhor. Tanto coletivo quanto individual.

Contra o Vasco, a qualidade de Arrascaeta fez a diferença. Filipe Luís também foi bem. Mas, no geral, o time não teve muita criatividade para tentar furar o bloqueio vascaíno.

O Flamengo até começou bem a partida, com uma pressão na saída de bola do Vasco que deu resultado e fez o time controlar as ações sem ser ameaçado. Aos dez minutos, Filipe Luís abriu o placar de cabeça após cruzamento de Arão.

Filipe Luís é celebrado pelos companheiros após fazer o primeiro gol do Flamengo — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Filipe Luís é celebrado pelos companheiros após fazer o primeiro gol do Flamengo — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

No terço final do primeiro tempo, o Vasco já começou a sair mais para o ataque e equilibrou um pouco a partida. No início da segunda etapa, aos cinco minutos, Andreas Pereira, pela perda da bola, e David Luiz, pela falta de combate, vacilaram no gol do Vasco.

Com o jogo novamente em igualdade no placar, o Paulo Sousa e o Flamengo tentaram muito, mas sem efetividade e criatividade para superar o bloqueio vascaíno. O técnico tentou Vitinho, Pedro, Marinho… Encheu o time de atacantes, mas foi a qualidade de Arrascaeta, que já atuava recuado, quase como um volante, que resolveu em chute preciso de fora da área.

Flamengo terminou o jogo com a seguinte escalação: Hugo, Rodinei, David Luiz e Filipe Luís; Marinho, Gomes, Arrascaeta, Vitinho, Bruno Henrique, Gabigol e Pedro.

Arrascaeta comemora seu gol, o da vitória do Flamengo — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Arrascaeta comemora seu gol, o da vitória do Flamengo — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Os números mostram um Flamengo com mais dificuldade para criar. O time igualou a pior marca de finalizações com Paulo Sousa até agora: 12, mesmo número conseguido nas partidas contra Fluminense e Nova Iguaçu. Apenas três destes 12 chutes foram na direção do gol.

– Eu creio que vão ter jogos que vão ser mais complexos. Clássico tem sempre sua complexidade, mesmo em termos emocionais. Vão ter jogos que vamos construir bastante, com muitas ocasiões de gols. Na segunda parte foi mais vontade de querer ganhar o clássico do que o controle do espaço. Hoje não foi assim (com um grande número de gols), mas creio que em outros jogos vamos conseguir – disse Paulo Sousa.

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G1

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