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Análise: atuação desastrosa é alerta ao São Paulo de que o Brasileiro não acabou

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Análise: atuação desastrosa é alerta ao São Paulo de que o Brasileiro não acabou

Time é atropelado pelo Bragantino, mas conta com vacilo do Flamengo para manter vantagem

O autor deste texto escolheu a palavra “irreconhecível” para qualificar o São Paulo goleado pelo Bragantino por 4 a 2, nesta quarta-feira, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, ao analisar as atuações dos jogadores tricolores. Foi traído pela memória.

O time confuso, de defesa frágil, entregando gols com facilidade já foi visto no vexame contra o Mirassol, no Paulista, ou quando foi atropelado pela LDU, em Quito, numa Libertadores da qual não passou da fase de grupos. Eram outros tempos, mas não há tanto tempo assim.

O técnico Fernando Diniz sobreviveu a essas crises, e o São Paulo se transformou. O time embalou, ganhou confiança, o setor defensivo se consolidou com um volante (Luan) o protegendo, Luciano e Brenner se entenderam melhor do que qualquer torcedor poderia imaginar.

As decepções continuaram, na Copa Sul-Americana e, mais recentemente, na Copa do Brasil, mas a excelente campanha no Brasileiro se sobrepôs.

São Paulo foi derrotado, mas manteve vantagem — Foto: Marcos Ribolli

São Paulo foi derrotado, mas manteve vantagem — Foto: Marcos Ribolli

O tropeço em Bragança Paulista pode ter sido só isso, um tropeço, mas é preciso se cuidar – não dá para contar com um Flamengo vacilante para sempre (o time carioca perdeu para o Fluminense nesta quarta). O cenário ficará mais claro no fim de semana, em clássico contra o Santos.

Há justificativas para a derrota. Diniz precisou remendar o time, principalmente a defesa: Arboleda foi poupado com dores, Juanfran teve problemas particulares, Luan estava suspenso. Luciano, melhor jogador do time no torneio, continua lesionado.

Difícil é explicar a forma como ela se deu.

Reinaldo, na saída de campo, não conseguiu. Diniz, em coletiva, claramente irritado e com pressa para ir embora, deu poucas pistas.

O técnico lamentou a dificuldade na saída de bola, os contra-ataques concedidos, e inocentou os jogadores que substituíram os titulares ausentes. Assumiu a responsabilidade.

Os quatro gols sofridos poderiam ter sido cinco, seis… O Bragantino finalizou 24 vezes, uma atrás da outra. Mas a derrota já é história. Agora, a ver as consequências dela.

Após ser batido pelo Corinthians, três jogos atrás, o São Paulo reagiu atropelando o Atlético-MG em casa. No domingo, enfrenta o Santos, no Morumbi, e terá a chance de enterrar a péssima impressão deixada em Bragança Paulista.

A equipe ainda dorme sobre confortável vantagem na ponta do Brasileiro – os adversários mais próximos não convencem. Faltam dez jogos para o fim do campeonato, e o horizonte continua claro. Mas é melhor ouvir os trovões para dar tempo de correr da chuva.

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GE – Globo Esporte.

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