Enfermeiras que participaram do atendimento ao garoto Gustavo Riveiros Detter, de 13 anos, após ele ter se enforcado em São Vicente, no litoral de São Paulo,
Redação Publicado em 18/10/2016, às 00h00 - Atualizado às 14h35
Enfermeiras que participaram do atendimento ao garoto Gustavo Riveiros Detter, de 13 anos, após ele ter se enforcado em São Vicente, no litoral de São Paulo, deram depoimentos emocionados sobre o caso. Segundo a família do jovem, jogava online com amigos e foi desafiado após ter perdido uma partida.
O jovem de 13 anos foi inicialmente encaminhado ao Hospital Municipal de São Vicente e, em seguida, levado para o Hospital Ana Costa em Santos, onde morreu no domingo (16).
Michelle Fernanda dos Santos, que trabalha no Hospital Ana Costa, atendeu o menino antes de ele ser transferido para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). “Nós estávamos no plantão quando, por volta das 6h10, recebemos a ambulância. As primeiras pessoas que vieram até mim foram a mãe e o pai”, relembra.
Ela tentou acalmar a mãe de Gustavo, que acompanhava o atendimento. “Ela não sabia se ele tinha se enforcado por brincadeira ou acidente. Não tem palavras para acalmar o coração de uma mãe nessas condições. Eu falei pra ela que a única coisa que a gente deve fazer é entregar nas mãos de Deus e saber que ele está bem assistido.”
A enfermeira tem dois filhos, de 12 e 14 anos. Ela se emocionou ao falar sobre o caso e alertou os meninos dos perigos de desafios online que envolvam asfixia. “Minha filha falou que na escola dela também já havia acontecido, que agacham até perder o fôlego”.
Juliana Tavares Martins também é enfermeira e auxiliou nos cuidados com Gustavo. “Ele chegou com colar cervical. Aqui mesmo a gente só estabilizou, monitoramos e levamos pra UTI. A gente queria dar o atendimento mais rápido pra levar pra UTI”, conta.