Multicultural

Vale do Anhangabaú será o coração da Virada Cultural com shows de João Gomes, Liniker, Belo e atrações internacionais

Com shows nacionais e internacionais, o palco central da Virada reúne ritmos diversos, arte urbana e estrutura especial para acolher milhares de pessoas no coração de São Paulo

No sábado o romantismo toma con- ta com Belo, seguido por Silva às 22h, que traz seu repertório de MPB - Imagem: Divulgação

Marina Roveda Publicado em 20/05/2025, às 08h21

O Vale do Anhangabaú será novamente o epicentro da Virada Cultural de São Paulo, reunindo uma programação vibrante e plural que celebra os 20 anos do maior evento cultural da cidade. Com estrutura robusta, acessibilidade garantida e um repertório que atravessa fronteiras musicais, o palco promete ser o ponto de encontro de diferentes tribos e estilos durante os dias 24 e 25 de maio.

No sábado (24), a abertura fica por conta da Orquestra Heliópolis às 17h, acompanhada por Simoninha e Luciana Mello, em uma apresentação que mescla erudição, música popular e inclusão social. Às 19h, o romantismo toma conta com Belo, seguido por Silva às 22h, que traz seu repertório de MPB moderna com influências do pop e da eletrônica.

A madrugada de domingo (25) será um verdadeiro passeio internacional. À 1h, sobe ao palco a lendária Orchestra Baobab, do Senegal. Às 4h, é a vez da cumbia argentina de La Delio Valdez e, às 6h, o reggae-ska jamaicano da banda The Skatalites embala o amanhecer paulistano.

A partir das 9h, o tambor do Olodum ecoa no centro da cidade, trazendo a energia do Pelourinho. Marina Lima assume o palco às 12h, seguida por Liniker às 15h com seu repertório de soul e MPB contemporânea. João Gomes encerra a programação do Vale às 18h, com seu sucesso no forró e piseiro que conquistou o Brasil.

Além dos shows, o Anhangabaú terá performances de aparelhagens sonoras como a Crocodilo, intervenção de DJs e projeções visuais que dialogam com a arquitetura da região central. Espaços de alimentação, pontos de hidratação e postos médicos estarão disponíveis no entorno.

Para quem busca experiências mais intimistas ou alternativas, o centro da cidade abriga ainda o Largo do Arouche — com apresentações de Wanessa, Thalma de Freitas e Juçara Marçal — e a Praça da República, que terá jazz, soul e um tributo ao Skowa com nomes como BNegão e Fernanda Abreu.

A diversidade se espalha por toda a capital. Na zona leste, a cantora Iza brilha em Itaquera, enquanto Léo Santana e Rael comandam a festa em São Miguel Paulista. Já a zona sul recebe nomes como Diogo Nogueira, Mc Hariel, Michel Teló, Pixote e Luísa Sonza, com destaque para os palcos de M’Boi Mirim, Heliópolis e Jardim Myrna.

No Butantã, a mistura de pop e rock toma conta com Duda Beat, Fresno, Sepultura e Dead Fish. Na zona norte, Vanessa da Mata, Mart’nália e Ira! são os destaques. A pluralidade de estilos é uma marca registrada da Virada, que contempla ainda música gospel, samba, rap, forró, sertanejo e programação infantil.

A acessibilidade continua sendo um pilar central da organização. Todos os palcos terão intérpretes de Libras, audiodescrição e espaços reservados para pessoas com deficiência. Equipes de acolhimento foram capacitadas e profissionais com deficiência também fazem parte da operação.

O acesso ao Anhangabaú pode ser feito pelas estações de metrô Anhangabaú e São Bento, além de diversas linhas de ônibus. A recomendação é priorizar o transporte público, que terá operação reforçada durante o evento.

A programação completa, com os horários e atrações dos 21 palcos principais e dos mais de 150 pontos culturais espalhados pela cidade, pode ser conferida no site oficial: www.viradasp.com.br.

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