Bem-estar

Parques e bosques ajudam a combater ilhas de calor e melhorar a qualidade do ar

O Parque Morumbi Sul recebeu 219 mudas de espécies nativas e abriga mais de 100 tipos de plantas e 39 espécies de aves

São Paulo transforma áreas degradadas em refúgios para a fauna e a flora - Imagem: Divulgação / JFDiorio / SECOM

Redação Publicado em 27/06/2025, às 09h00

Entre as ações mais visíveis do Pacote Verde estão os novos parques e bosques que mudam a paisagem urbana. O mais recente é o Parque Morumbi Sul, inaugurado na Zona Sul. Com 84 mil metros quadrados, o espaço combina lazer, esportes e preservação ambiental em uma área que antes era um clube desportivo.

O Parque Morumbi Sul se destaca por ser o primeiro da cidade construído com madeira engenheirada, um material sustentável que reduz o impacto ambiental e as emissões de carbono. A madeira utilizada, colada em camadas sob alta pressão, resulta em estruturas resistentes e duráveis, com menor consumo de recursos naturais.

A infraestrutura inclui passarelas elevadas, quadras, trilhas, cachorródromos, áreas de lazer, academia da terceira idade e espaços de contemplação. Além disso, o parque recebeu 219 mudas de espécies nativas, reforçando seu papel como refúgio da fauna e da flora locais.

Um levantamento recente identificou 108 espécies vegetais no parque, das quais 62 são nativas, incluindo o pinheiro-do-paraná, uma árvore ameaçada de extinção. O espaço também abriga 39 espécies de aves, como irerês, garças e socós, além de patos e outras espécies que encontram no lago artificial um importante habitat.

Os bosques urbanos, outra aposta da Prefeitura, ajudam a recuperar ecossistemas e a transformar áreas antes degradadas em pequenos pulmões verdes. Esses bosques são áreas destinadas ao reflorestamento e à criação de corredores de biodiversidade.

Até 2028, São Paulo terá 50 bosques urbanos, dos quais dez já estão em funcionamento. São espaços que ajudam a melhorar a qualidade do ar, a permeabilidade do solo e a reduzir o impacto das ilhas de calor.

Entre os novos projetos estão o Bosque Anu e o Bosque Ema, que ocuparão áreas na Marginal Tietê e terão centenas de árvores de espécies nativas, como ipês, guanandis e pau-violas. Os investimentos já somam mais de R$ 10 milhões, com obras em fase de licitação.

Esses bosques oferecem trilhas educativas em alguns casos, como no Bosque Maritacas, no Centro, onde crianças da rede municipal podem ter aulas ao ar livre e aprender na prática sobre sustentabilidade.

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