Deputado federal resgatou declaração do presidente sobre o atacante e afirmou que Neymar "assumiu a responsabilidade" na derrota para a Noruega pelas quartas de final da Copa do Mundo.
Redação Publicado em 06/07/2026, às 10h51
A eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo voltou a alimentar o embate político nas redes sociais. Após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo em que criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e saiu em defesa de Neymar, autor do único gol brasileiro na partida.
Na gravação, Nikolas afirmou que o camisa 10 "chamou a responsabilidade para si" ao converter a cobrança de pênalti nos minutos finais do confronto e sugeriu que o resultado poderia ter sido diferente caso o atacante tivesse participado mais cedo das decisões da equipe.
"O Neymar chamou a responsa para si", declarou o parlamentar, acrescentando que não pretendia criticar o jogador que desperdiçou outra oportunidade durante a partida. "Só erra quem bate", afirmou.
Em seguida, o deputado fez referência a uma declaração dada por Lula em junho, quando o presidente, durante um evento em Belo Horizonte, ironizou a situação do atacante e o chamou de "jogador home office", dizendo que havia visto a expressão circulando na internet.
Ao resgatar o episódio, Nikolas afirmou que, ao final da partida, quem assumiu a responsabilidade pela Seleção foi justamente o atleta citado por Lula. O parlamentar ainda encerrou o vídeo com críticas diretas ao presidente da República.
A fala rapidamente repercutiu nas redes sociais e ampliou a polarização em torno da participação de Neymar na campanha brasileira no Mundial. Desde a eliminação, políticos de diferentes espectros ideológicos passaram a utilizar o desempenho da Seleção e a atuação do camisa 10 como argumento em disputas políticas e debates públicos.
Na partida contra a Noruega, o Brasil saiu atrás no placar e diminuiu a desvantagem apenas na reta final, quando Neymar converteu uma cobrança de pênalti. O resultado confirmou a eliminação brasileira e encerrou a participação da equipe na Copa do Mundo de 2026.
Enquanto torcedores lamentavam a despedida precoce da Seleção, a repercussão política do resultado ganhou força nas redes sociais, transformando novamente o futebol em tema de confronto entre aliados e adversários do governo federal.