Economia pretende deixar o governo Lula em fevereiro

Ministro afirma que pretende deixar o cargo em fevereiro para colaborar com a estratégia eleitoral de 2026

- Imagem: Divulgação / Ricardo Stuckert

Marina Milani Publicado em 07/01/2026, às 08h57

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que pretende deixar o cargo em fevereiro. A declaração foi feita em conversa com jornalistas e ocorre no momento em que o governo inicia o novo ano fiscal e político. Segundo Haddad, a decisão está ligada ao desejo de colaborar diretamente com a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Pela legislação eleitoral, ministros que pretendem disputar as eleições de 2026 podem permanecer no cargo até 3 de abril. Haddad, no entanto, afirmou que optou por uma saída antecipada para garantir uma transição organizada na equipe econômica e evitar impactos no planejamento fiscal do governo.

O ministro explicou que quer deixar para o sucessor tarefas estratégicas do início do ano, como a preparação do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, previsto para março, e o envio ao Congresso do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, que deve ser encaminhado até 15 de abril.

Manifestei ao presidente o desejo de colaborar com a campanha. E isso é incompatível com os requisitos do Ministério da Fazenda. Não tem como exercer essas duas funções ao mesmo tempo”, afirmou Haddad.

Segundo ele, a conversa com o presidente Lula ocorreu após a aprovação da LDO de 2026 e do projeto que reduz incentivos fiscais, considerados pontos centrais da agenda econômica para garantir previsibilidade ao Orçamento.

Tomei muito cuidado para tratar do meu futuro apenas depois de aprovadas as medidas essenciais para dar consistência ao Orçamento. A Fazenda precisa de estabilidade e foco técnico, especialmente no início do ano”, disse.

Haddad evitou confirmar se será candidato. Limitou-se a afirmar que Lula disse que respeitará qualquer decisão que venha a ser tomada. Até o momento, o Palácio do Planalto não anunciou quem poderá assumir o comando do Ministério da Fazenda após a saída do ministro.

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