Novo mapa exibido por Dilma busca destacar a força dos países do Sul
Sabrina Oliveira Publicado em 14/05/2025, às 12h07
Durante um evento com autoridades chinesas nesta terça-feira (13), a ex-presidente Dilma Rousseff, atual chefe do Banco do Brics, surpreendeu ao apresentar o novo mapa-múndi oficial do IBGE. A mudança no layout geográfico causou forte repercussão nas redes sociais, dividindo opiniões e levantando debates sobre identidade, representação e geopolítica.
O que muda no novo mapa
O modelo, divulgado no início de maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, coloca o Brasil no centro da projeção e posiciona o hemisfério sul voltado para cima. Com isso, países como África, Austrália e América do Sul passam a ocupar a parte superior do mapa — tradicionalmente reservada ao norte global.
A proposta rompe com o padrão eurocêntrico mais conhecido, difundido principalmente por escolas e meios de comunicação ao redor do mundo. Agora, o mapa projeta uma nova maneira de enxergar as relações geográficas.
Segundo o presidente do IBGE, Márcio Pochmann, a nova representação geográfica “simboliza um mundo em transformação”. Ele afirma que a ideia é valorizar o papel crescente do Sul Global nas decisões internacionais.
Dilma reforçou essa visão ao exibir o mapa durante o evento. Para ela, a mudança representa o reposicionamento estratégico do Brasil no cenário global, especialmente em articulações com blocos como o Brics, o Mercosul e na preparação para a COP30, que será sediada em Belém, no Pará.