Deputada do PL afirmou que a crise entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro está sendo explorada pela esquerda, responsabilizou o ministro Alexandre de Moraes pelo cenário político e defendeu a união do campo conservador para as eleições de 2026.
Redação Publicado em 02/07/2026, às 10h41
A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) atribuiu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e à esquerda a responsabilidade pela atual crise enfrentada pelo campo conservador. A declaração foi feita durante o encontro de mulheres organizado pela pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), realizado nesta quarta-feira (2).
Ao comentar o desgaste provocado pelo conflito público entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a parlamentar afirmou que a divisão não foi criada internamente, mas seria consequência de fatores externos.
"Quem está nos dividindo é a esquerda. É Alexandre de Moraes", declarou.
Deputada pede união do grupo conservador
Durante o evento, Bia Kicis afirmou que o momento exige unidade entre os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e criticou o que classificou como tentativa da oposição de explorar o desentendimento familiar para enfraquecer a direita.
Segundo ela, integrantes da esquerda estariam utilizando o episódio para ampliar o desgaste político do grupo.
"Precisamos acalmar os ânimos. Não podemos fomentar essa guerra. Nosso adversário é o PT e a esquerda", afirmou.
Defesa de Flávio Bolsonaro
Além de defender a necessidade de união, Bia Kicis reforçou apoio ao senador Flávio Bolsonaro como candidato do grupo político à Presidência da República.
A deputada afirmou que a escolha do senador representa a continuidade do projeto liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e declarou confiança na candidatura.
"Foi ele que Bolsonaro indicou. Flávio é o nosso líder e será o nosso presidente", afirmou.
Crise com Michelle segue repercutindo
O encontro ocorreu poucos dias após Michelle Bolsonaro tornar públicas críticas ao enteado, afirmando ter sido "humilhada", "desrespeitada" e "maltratada" durante divergências envolvendo estratégias políticas do PL.
A ex-primeira-dama também relacionou o desgaste a discussões sobre alianças partidárias no Ceará e, posteriormente, deixou a presidência nacional do PL Mulher.
Desde então, lideranças do partido vêm tentando reduzir os impactos da crise sobre a pré-campanha presidencial.
A declaração acontece em meio aos esforços do PL para reorganizar sua estratégia eleitoral e fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro para a disputa presidencial de 2026.