Senador afirmou que o país "não ganhou mais nada" desde a chegada do PT ao poder e usou a eliminação da Seleção para reforçar sua pré-campanha à Presidência da República.
Redação Publicado em 06/07/2026, às 11h13
A eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 rapidamente ultrapassou o campo esportivo e ganhou contornos políticos. Após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, neste domingo (5), o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) utilizou as redes sociais para relacionar o resultado ao período em que o Partido dos Trabalhadores (PT) governou o país.
Em publicação na plataforma X, o parlamentar afirmou que, desde a chegada do PT ao Palácio do Planalto, em 2002, o Brasil "nunca mais ganhou nada", associando o jejum da Seleção em Copas do Mundo ao cenário político nacional.
Na mesma mensagem, Flávio procurou transformar a derrota esportiva em um discurso voltado às eleições presidenciais de outubro.
"Perdemos a Copa, mas vamos ganhar o Brasil", escreveu o senador, em referência à disputa pelo Palácio do Planalto.
A declaração repercutiu nas redes sociais e dividiu opiniões entre apoiadores e críticos. Enquanto aliados compartilharam a publicação como um gesto de mobilização política, opositores lembraram que o Brasil foi comandado por presidentes de diferentes partidos durante parte do período citado pelo parlamentar.
Desde a conquista do pentacampeonato, em 2002, a Seleção Brasileira permaneceu sem conquistar um novo título mundial. Nesse intervalo, o país teve governos do PT, do MDB e também de Jair Bolsonaro (PL), pai do senador e presidente da República durante a Copa do Mundo de 2022.
Apesar do longo jejum em Mundiais, a Seleção conquistou outros títulos oficiais ao longo das últimas duas décadas, como edições da Copa América e a inédita medalha de ouro olímpica no futebol masculino.
Dentro de campo, a despedida brasileira aconteceu após uma atuação consistente da Noruega, que venceu por 2 a 1 com dois gols do atacante Erling Haaland. Neymar ainda descontou em cobrança de pênalti nos acréscimos, mas não evitou a eliminação.
O resultado marcou a primeira queda do Brasil em uma fase de oitavas de final da Copa do Mundo desde o Mundial de 1990, encerrando precocemente o sonho do hexacampeonato e alimentando, mais uma vez, debates que extrapolaram o universo do futebol.