Investigação

Presidente da FPF é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta

Subida patrimonial considerada “exponencial” e operações societárias atípicas motivam inquérito instaurado a pedido do Ministério Público

Ministério Público aponta evolução patrimonial sem lastro compatível com rendimentos declarados de Reinaldo Bastos - Imagem: Reprodução/CBF

Redação Publicado em 03/03/2026, às 14h13

A Polícia Civil de São Paulo abriu inquérito para investigar o presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos, por suspeitas relacionadas à gestão da entidade. A apuração foi instaurada após solicitação do Ministério Público de São Paulo, que apontou indícios de possível evolução patrimonial sem lastro compatível com os rendimentos declarados.

Entre os crimes sob investigação estão gestão fraudulenta, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e delitos contra a ordem tributária. Segundo a representação encaminhada às autoridades, houve crescimento patrimonial considerado “exponencial” de Bastos e de familiares diretos, coincidindo com sua ascensão dentro da FPF, especialmente após assumir a presidência.

O relatório também menciona operações societárias classificadas como atípicas. Uma delas envolve a transferência, em 2014, da maior parte do patrimônio do dirigente para a holding familiar LACS Participações Ltda., movimento ocorrido no mesmo período em que Marco Polo del Nero foi reeleito presidente da FPF.

Outra transação destacada é a saída de Bastos do quadro societário da Milclean Serviços Ltda., em 2021. Ele vendeu sua participação por R$ 15,5 milhões, sendo R$ 11,5 milhões pagos em espécie — modalidade considerada incomum para operações desse porte.

A Milclean também é alvo de investigação interna no São Paulo Futebol Clube em razão de contrato milionário firmado para prestação de serviços de limpeza. Reportagens apontaram divergência entre o número mínimo de funcionários previsto em contrato e o contingente efetivamente registrado em determinados períodos.

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