Política

Vereador é indiciado por morte de homem atropelado em estrada de Santa Isabel

Polícia Civil aponta homicídio culposo, embriaguez ao volante e fuga do local em investigação sobre acidente que matou Valdinei Oliveira.

Vereador é indiciado após atropelamento que matou homem em Santa Isabel - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 07/05/2026, às 08h56

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A Polícia Civil de Santa Isabel indiciou, nesta quarta-feira (6), o vereador Marcos Cannor por homicídio culposo na direção de veículo automotor sob influência de álcool e evasão do local do acidente. O caso envolve o atropelamento que terminou na morte de Valdinei Oliveira, de 36 anos, ocorrido na noite de 6 de março de 2026, na Estrada do Monte Negro, em Santa Isabel, na Região Metropolitana de São Paulo.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o inquérito foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário após a autoridade policial entender haver elementos suficientes para o indiciamento do parlamentar. De acordo com a SSP, além do homicídio culposo, também foi considerado no relatório policial o fato de o motorista supostamente ter deixado o local do acidente.

A vítima, Valdinei Oliveira, sofreu traumatismo cranioencefálico grave. A confirmação oficial do óbito foi comunicada à polícia cinco dias depois, em 11 de março.

Ainda no mês do acidente, Marcos Cannor se pronunciou por meio das redes sociais. Na ocasião, o vereador afirmou que esteve no local, mas negou envolvimento direto no atropelamento. Segundo ele, ao perceber um homem caído na estrada, teria parado para prestar socorro e acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil passou a tratar o parlamentar como autor do atropelamento. Procurado novamente após o indiciamento, o vereador preferiu não comentar o caso.

Em nota oficial, a Câmara Municipal de Santa Isabel afirmou que não recebeu qualquer comunicação formal da Polícia Civil, do Ministério Público, do Poder Judiciário ou da defesa do vereador sobre eventual indiciamento relacionado ao episódio.

O Legislativo municipal também declarou que, até o momento, não existe procedimento interno instaurado contra o parlamentar. A Câmara ressaltou que segue os princípios da legalidade, da transparência, da presunção de inocência, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.

Ainda segundo a nota, caso haja comunicação oficial ou representação formal acompanhada de elementos mínimos, medidas poderão ser adotadas conforme prevê a Lei Orgânica do Município, o Regimento Interno e o Código de Ética e Disciplina Parlamentar da Casa.

O caso continua repercutindo na cidade e deve avançar agora para análise do Ministério Público e da Justiça, que irão decidir sobre eventual denúncia criminal contra o vereador.

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