Espaço foi deixado pela ex-vereadora Janaína Lima, que alega ter retirado itens adquiridos com recursos próprios
Marina Milani Publicado em 02/01/2025, às 10h41
O primeiro dia de trabalho da nova Legislatura na Câmara Municipal de São Paulo trouxe uma surpresa inusitada para o vereador recém-empossado Adrilles Jorge (União Brasil). Ao assumir o gabinete 607, no 6º andar, ele encontrou o banheiro sem pia e sem vaso sanitário. A situação gerou comentários bem-humorados do vereador, conhecido por seu perfil irreverente.
“Visitei o gabinete, achei a arquitetura genial. Mas ela tirou tudo. Foi tirado inclusive o vaso e a pia. Ela não disse [que ia retirar]. E é uma coisa que nem ela ia dizer, nem eu ia perguntar”, afirmou Adrilles, que brincou com a possibilidade de sua equipe recorrer a um “penico comunitário” enquanto o problema não for resolvido.
O gabinete foi anteriormente ocupado por Janaína Lima (PP), que não se reelegeu. Em nota, a ex-vereadora justificou a remoção dos itens, alegando que foram adquiridos com recursos próprios e não pertenciam ao patrimônio da Câmara.
“É nosso dever devolver o gabinete como o recebemos, assegurando que todo o patrimônio público permaneça devidamente registrado e intacto. Nesse sentido, seguindo a orientação da própria Câmara, os itens não pertencentes ao patrimônio devem ser retirados”, afirmou Janaína.
Ela acrescentou que deixou outros investimentos pessoais, como divisórias de vidro, bancadas e luminárias, para uso do novo ocupante. Janaína destacou ainda que transformou o espaço em um modelo de coworking e expressou satisfação ao saber que Adrilles pretende manter esse conceito.
O caso chegou à presidência da Casa, que garantiu avaliar a situação. O presidente da Câmara, Ricardo Teixeira (União Brasil), afirmou que a Mesa Diretora tomará as medidas necessárias para resolver o impasse.
“É algo sem precedentes no Legislativo paulistano. Vamos analisar como proceder para garantir que o gabinete esteja em condições adequadas para o trabalho”, disse Teixeira.
Enquanto isso, Adrilles aproveitou para ironizar o episódio, sugerindo que a ausência de banheiro no gabinete é “uma punição para um conservador liberal” como ele.