CONTEÚDO SENSÍVEL

Veja o momento em que empresário jurado pelo PCC é morto em pleno aeroporto de Guarulhos

Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, acusado de envolvimento na morte de dois membros do PCC, foi executado em um ataque a tiros na área de embarque do Aeroporto Internacional de São Paulo.

Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, acusado de envolvimento na morte de dois membros do PCC, foi executado em um ataque a tiros na área de embarque do Aeroporto Internacional de São Paulo. - Imagem: Reprodução | Redes Sociais | Divulgação / Polícia Civil

Marina Milani Publicado em 08/11/2024, às 18h30

O empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, de 38 anos, que estava jurado de morte pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), foi assassinado nesta sexta-feira (8) em um ataque a tiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. A execução aconteceu à luz do dia, enquanto Gritzbach aguardava na área de embarque, confirmando o aviso de retaliação que o empresário carregava desde sua suposta participação no homicídio de dois membros do PCC.

Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o empresário era suspeito de ter ordenado a morte de Anselmo Becheli Santa Fausta, conhecido como Cara Preta, e de Antônio Corona Neto, o Sem Sangue, que trabalhava como motorista de Santa Fausta. Os dois foram mortos em 27 de dezembro de 2021 em um crime que teria sido arquitetado por Gritzbach e executado com a ajuda do agente penitenciário David Moreira da Silva e de Noé Alves Schaum, que atuou como o executor. Schaum também foi morto semanas depois, intensificando a tensão entre o empresário e a facção.

Envolvido em negócios de bitcoins e criptomoedas, Gritzbach vinha enfrentando uma série de ameaças. Em dezembro do ano passado, ele escapou de um atentado enquanto estava na sacada de seu apartamento no bairro Anália Franco, zona leste de São Paulo. Apesar da tentativa de assassinato, o empresário continuou a residir em São Paulo, sob liberdade condicional desde junho deste ano, usando tornozeleira eletrônica.

Pouco tempo após ser solto, Gritzbach protagonizou um episódio de possível “sequestro-relâmpago” que mobilizou a polícia, quando seus seguranças e sua companheira acionaram seu advogado, Ivelson Salotto, preocupados com a movimentação suspeita do empresário entre carros. Ele foi levado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde, segundo policiais, apresentou um comportamento inquieto. As circunstâncias do ocorrido não foram totalmente esclarecidas, mas serviram para acender novos alertas quanto à sua segurança.

 

O crime no aeroporto foi registrado por câmeras de segurança e, até o momento, ninguém foi detido. Segundo investigadores, o ataque pode ter sido uma retaliação planejada pelo PCC, que possui um histórico rigoroso de resposta contra aqueles que desafiam a facção.

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