APOSENTADORIA

Tenente-coronel preso por feminicídio é aposentado com salário integral

Nesta quinta-feira (2), a Polícia Militar colocou na reserva o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob acusação de matar a esposa, a PM Gisele Alves Santana

Com salário bruto de R$ 28,9 mil, tenente-coronel terá vencimentos na reserva em torno de R$ 21 mil mensais, mesmo sob investigação - Imagem: Reprodução / Arquivo pessoal

William Oliveira Publicado em 02/04/2026, às 10h54 - Atualizado às 11h15

A Polícia Militar de São Paulo publicou nesta quinta-feira (2) uma portaria que determina a passagem para a reserva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob acusação de feminicídio pela morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana.

O ato administrativo foi formalizado pela Diretoria de Pessoal da corporação e garante ao oficial o direito à aposentadoria proporcional por tempo de serviço, com vencimentos integrais previstos em lei.

Na prática, isso significa que, mesmo afastado das atividades e sob investigação, o tenente-coronel continuará recebendo remuneração. Antes da prisão, em fevereiro de 2026, o salário bruto do policial era de cerca de R$ 28,9 mil, conforme dados do Portal da Transparência do Governo de São Paulo.

Com a aplicação dos critérios proporcionais, a estimativa é que os vencimentos na reserva fiquem em torno de R$ 21 mil mensais.

A Polícia Militar destacou que a medida administrativa não interfere no andamento do processo disciplinar. A Corregedoria da corporação segue com o procedimento que pode resultar na expulsão do oficial, independentemente da aposentadoria.

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