Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que tomará medidas rigorosas contra o capitão da PM, Diogo Cangerana, preso em uma operação da Polícia Federal que investiga o envolvimento de fintechs com o Primeiro Comando da Capital
William Oliveira Publicado em 28/11/2024, às 08h25
O governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do partido Republicanos, manifestou-se nesta quarta-feira (27) sobre a detenção do capitão Diogo Costa Cangerana, um oficial da Polícia Militar que anteriormente integrava a equipe de segurança do Palácio dos Bandeirantes. Atualmente alocado no 13º Batalhão da PM, Cangerana foi preso em uma operação da Polícia Federal que investiga o envolvimento de fintechs com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Durante uma coletiva de imprensa realizada após a inauguração das novas instalações da Escola Estadual Professor Geraldo Sorg, em Mogi Guaçu, Tarcísio de Freitas enfatizou que o episódio deve ser tratado como um incidente isolado dentro das forças policiais.
"Não podemos falar da polícia dessa maneira. A polícia é boa, é séria, é profissional, presta um relevante serviço por mim, por você, pela nossa sociedade. Obviamente, em toda instituição, infelizmente, a gente tem as maçãs podres, e essas maçãs podres nós vamos tirar do cesto. Nós vamos punir severamente", afirmou o governador.
Reiterando sua confiança na Polícia Militar, Tarcísio destacou a inexistência de vínculos oficiais entre a corporação e o PCC, prometendo sanções severas aos envolvidos em atividades ilícitas. Apesar das declarações oficiais do governo estadual que indicavam que Cangerana exercia o cargo de "Chefe de Equipe da Divisão de Segurança de Dignitários", Tarcísio desmentiu qualquer associação direta do agente com seu aparato pessoal de segurança. "Cangerana esteve vinculado à Casa Militar por 14 anos e deixou suas funções em setembro deste ano. Se houvesse conhecimento prévio sobre qualquer irregularidade, medidas teriam sido tomadas antes", explicou.
Ao ser questionado sobre o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por suposta participação em um plano de golpe de estado, Tarcísio optou por não comentar o assunto e encerrou a sessão de perguntas.