Política

Tarcísio defende ação da PM em retirada de estudantes da reitoria da USP

Governador afirmou que operação ocorreu dentro da legalidade após denúncias de agressões durante desocupação da reitoria ocupada por manifestantes no campus do Butantã.

Governador Tarcísio de Freitas afirmou que a PM agiu dentro da legalidade durante retirada de estudantes da reitoria da USP - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 13/05/2026, às 11h29

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça feira (12) que a atuação da Polícia Militar durante a retirada de estudantes da reitoria da Universidade de São Paulo ocorreu “dentro dos limites da legalidade”. A declaração foi dada após denúncias de agressões feitas por alunos que participavam da ocupação no campus do Butantã, na Zona Oeste da capital paulista.

A operação policial aconteceu na madrugada do último domingo (10), quando agentes da Polícia Militar retiraram cerca de 150 estudantes que ocupavam a entrada da reitoria havia mais de 60 horas. Segundo os manifestantes, os policiais utilizaram bombas de gás, cassetetes e realizaram um corredor de agressões físicas durante a ação de desocupação.

Os estudantes afirmam que a ocupação fazia parte de uma mobilização estudantil relacionada a reivindicações internas da universidade. Imagens e relatos divulgados nas redes sociais mostraram momentos de tensão durante a operação, aumentando a repercussão do caso entre entidades estudantis, movimentos sociais e representantes políticos.

Ao comentar o episódio, Tarcísio afirmou que a polícia tinha obrigação de agir diante de supostos atos de vandalismo e danos ao patrimônio público. Segundo o governador, a universidade não pode servir como espaço para práticas consideradas ilegais.

“A universidade é um espaço aberto, de debate, de conhecimento, pesquisa e extensão, mas não pode ser um espaço de baderna, depredação e destruição de patrimônio público. E, a partir do momento que você tem isso, você tem o cometimento de ilícito e a polícia tem sim o dever de atuar. A gente tá falando de financiamento público. Aquilo é pra todos. Não pode haver depredação. E a polícia agiu como tinha que agir, dentro dos limites da legalidade”, declarou o governador.

A fala foi dada durante um evento promovido pelo governo estadual para divulgar ações do programa “SP Por Todas Mais Seguras”, iniciativa voltada à proteção, saúde, autonomia e dignidade de mulheres vítimas de violência doméstica no estado.

Até o momento, organizações estudantis e grupos ligados à comunidade acadêmica seguem cobrando esclarecimentos sobre a atuação da Polícia Militar e pedem investigação sobre as denúncias de abuso de força durante a retirada dos manifestantes.

A Universidade de São Paulo ainda não divulgou detalhes sobre possíveis danos registrados no prédio da reitoria nem informou se haverá medidas administrativas relacionadas à ocupação.

O episódio reacende o debate sobre os limites da atuação policial em ambientes universitários, especialmente em casos envolvendo manifestações estudantis e ocupações dentro de instituições públicas de ensino.

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