Disputa judicial

Suzane von Richthofen entra em disputa por herança do tio

Patrimônio de R$ 5 milhões será alvo de processo judicial entre Suzane e Carmem Silvia Magnani

Suzane von Richthofen e Silvia Magnani disputam herança de 5 milhões. - Imagem: Reprodução/Redes Sociais.

Erika Osti Publicado em 14/01/2026, às 16h25

A morte do médico Miguel Abdalla Netto, tio materno de Suzane von Richthofen, iniciou uma disputa familiar que promete se arrastar na Justiça. O corpo foi encontrado em sua casa no bairro Campo Belo, zona sul de São Paulo, e enterrado na última terça-feira (13). A principal hipótese é de morte natural, mas o laudo oficial ainda não foi divulgado.

O patrimônio deixado pelo médico é estimado em cerca de R$ 5 milhões e já se tornou motivo de conflito entre Suzane e a prima de primeiro grau Carmem Silvia Magnani, que conviveu de forma próxima com o tio e chegou a manter um relacionamento amoroso com ele. Foi Silvia quem cuidou de todos os trâmites após a morte: retirou o corpo, organizou o velório e o enterro, além de acompanhar os procedimentos burocráticos.

A presença de Suzane na delegacia para tentar liberar o corpo não obteve êxito, visto que a prima já havia realizado o procedimento. Enquanto isso, Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, não se manifestou publicamente sobre o caso e ainda não se sabe se ele pretende ingressar na Justiça para reivindicar parte da herança.

Do ponto de vista jurídico, especialistas em direito de família e sucessões explicam que a condenação de Suzane, sentenciada a 39 anos de prisão por ser mandante do assassinato dos pais, Manfred e Marísia, em 2002, não a impede de herdar bens de outros familiares. A lei considera que a restrição vale apenas para os bens das vítimas do crime, ou seja, seus pais. Assim, em relação ao tio, não há impedimento direto.

Silvia afirma que o médico manifestava em vida o desejo de que ela fosse responsável por seus bens e cuidados. Esse argumento deve ser levado ao processo judicial, que analisará vínculos familiares, possíveis testamentos e a ordem de sucessão prevista no Código Civil.

O caso reacende debates sobre moralidade e direito sucessório, já que a figura de Suzane continua a provocar forte reação pública. A disputa pela herança do tio promete ser longa e polêmica, envolvendo não apenas questões legais, mas também sentimentos familiares e memórias de uma história marcada por tragédia.

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