Vigilância Sanitária

Supermercado é interditado após vender alimentos misturados a comida de gato

Fiscalização encontrou alimentos estragados e falhas graves de higiene no estabelecimento

Ação ocorreu após relatos de mal-estar de clientes que consumiram os produtos e proprietária foi presa em flagrante. - Imagem: Reprodução/Street View.

Erika Osti Publicado em 31/01/2026, às 18h23

Um supermercado foi interditado e a proprietária presa em flagrante em Itapecerica da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo, após fiscais encontrarem carne estragada misturada a ração para gatos e graves falhas de higiene no local. A ação ocorreu na última quinta-feira (29) e foi confirmada pela Polícia Civil. A operação teve início após denúncias de consumidores que relataram mal-estar depois de consumir produtos comprados no estabelecimento.

A fiscalização foi conduzida por agentes da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Taboão da Serra, que apuravam reclamações recorrentes sobre os alimentos vendidos no Supermercado Paraíso, localizado na Rua Japão, no bairro Parque Paraíso. Durante a vistoria, os policiais constataram que carnes expostas para venda estavam armazenadas fora dos padrões sanitários exigidos por lei.

No interior do mercado, além da carne em estado de deterioração, foram encontrados animais soltos, incluindo gatos circulando por áreas de preparo e câmaras de refrigeração. Segundo a fiscalização, ração para gatos estava misturada a alimentos destinados ao consumo humano, o que agravou o risco à saúde pública.

Diante das irregularidades, a Vigilância Sanitária determinou a interdição imediata do estabelecimento e proibiu a comercialização de qualquer produto alimentício até que as condições de higiene e segurança sejam regularizadas. A responsável pelo supermercado foi levada à Delegacia de Itapecerica da Serra, onde prestou depoimento e permaneceu à disposição da Justiça.

A mulher deve responder por crimes contra as relações de consumo, previstos no Código de Defesa do Consumidor, por vender produtos impróprios e expor consumidores a risco. A Polícia Civil investiga há quanto tempo o mercado operava nessas condições e se houve a venda contínua de alimentos contaminados.

Especialistas em segurança alimentar ressaltam que o comércio de carnes é submetido a regras rígidas de armazenamento, refrigeração e controle sanitário. A venda de produtos estragados ou contaminados configura infração grave e pode resultar em sanções administrativas, multas e responsabilização criminal. O caso reforça a importância das denúncias feitas por consumidores e da atuação dos órgãos de fiscalização para garantir a segurança dos alimentos comercializados à população.

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