Aedes Aegypti

SP confirma primeiro caso de febre amarela em humanos

Paciente é um homem de 27 anos, morador de São Paulo, que foi exposto à doença na cidade de Socorro, na região de Campinas

SP confirma primeiro caso de febre amarela em humanos - Imagem: Reprodução / Freepik

William Oliveira Publicado em 14/01/2025, às 08h30

A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, anunciou nesta segunda-feira (13), o primeiro caso confirmado de febre amarela em humanos neste ano. O paciente é um homem de 27 anos, residente na capital paulista, que teve contato com a doença na cidade de Socorro, localizada na região de Campinas, onde também foi registrado um caso recente da enfermidade em primatas.

Até o momento, o estado registrou dois casos da doença em 2024: um autóctone, originado dentro do próprio estado, e outro proveniente de Minas Gerais, que resultou em óbito.

O Instituto Adolfo Lutz confirmou a infecção em nove macacos na região, sendo sete casos em Ribeirão Preto, um em Pinhalzinho e outro em Socorro. Diante dessa situação, as autoridades de saúde intensificaram as ações de vigilância e vacinação nessas áreas, além de emitirem recomendações para viajantes que pretendem se deslocar para regiões de mata.

A vacina contra a febre amarela está disponível nos postos de saúde e deve ser administrada pelo menos 10 dias antes da viagem a áreas com registros da doença.

Febre Amarela

A febre amarela é uma infecção aguda, caracterizada por febre alta, causada por um vírus transmitido por vetores artrópodes. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, existem dois ciclos epidemiológicos distintos: o silvestre e o urbano. A doença é de grande importância epidemiológica devido à sua gravidade clínica e ao elevado potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti.

O agente causador da febre amarela pertence ao gênero Flavivirus e à família Flaviviridae. O vírus é transmitido por meio da picada de mosquitos infectados, e não há evidências de transmissão direta entre seres humanos. A vacinação é considerada a principal medida preventiva contra a doença.

No ciclo silvestre, os primatas não humanos (macacos) servem como hospedeiros principais do vírus, enquanto no ciclo urbano, o ser humano torna-se o único hospedeiro relevante, com transmissão ocorrendo por mosquitos urbanos infectados.

Tratamento

O tratamento para a febre amarela é basicamente sintomático. Os pacientes necessitam de cuidados hospitalares adequados, incluindo repouso e reposição de líquidos. Em casos mais graves, é essencial que o paciente seja atendido em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para minimizar complicações e reduzir o risco de mortalidade. O uso de salicilatos, como ácido acetilsalicílico (AAS) e aspirina, deve ser evitado devido ao risco aumentado de hemorragias. Os médicos devem monitorar atentamente qualquer sinal de agravamento no estado clínico do paciente.

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