Saúde

SES-SP emite alerta sobre risco de sarampo durante o verão

Não há surtos de sarampo em circulação no Brasil, mas turismo aumenta o risco

Não há surtos de sarampo em circulação no Brasil, mas turismo aumenta o risco - Imagem: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 28/12/2025, às 17h27

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo (SES-SP) lançou um alerta em relação ao aumento do risco de reintrodução do sarampo no Brasil durante o verão, em decorrência da temporada de cruzeiros que inclui paradas no litoral paulista. No ano de 2025, foram notificados 38 casos da doença em todo o país, com dois deles registrados especificamente em São Paulo.

Atualmente, não há surtos de sarampo em circulação no Brasil.

De acordo com as informações divulgadas pela secretaria, o período é marcado por uma intensa movimentação turística, especialmente de visitantes internacionais, e a presença de surtos ativos da doença em várias partes do mundo. Isso torna essencial uma vigilância constante e atenção especial à situação vacinal da população brasileira.

As pessoas que pretendem embarcar em viagens, seja a turismo ou a trabalho, bem como aquelas que estarão em locais com grande concentração de pessoas, devem se certificar de que estão com a vacinação da tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) atualizada, preferencialmente com pelo menos 15 dias de antecedência em relação à data da exposição.

Além da vacinação, a SES-SP recomenda uma série de medidas adicionais para minimizar o risco de contágio:

A SES-SP ainda orienta que, caso surjam sintomas sugestivos do sarampo até 30 dias após o retorno da viagem — como febre, manchas vermelhas pelo corpo, tosse ou coriza e conjuntivite — é fundamental procurar imediatamente um serviço de saúde. O paciente deve informar sobre seu histórico de viagem e evitar frequentar lugares públicos.

Embora tenha havido registros recentes da doença, o Brasil continua mantendo seu status de país livre do sarampo. A maior parte dos casos relatados apresenta origem importada e não há evidências de circulação endêmica do vírus no território nacional.

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