A prisão do segundo suspeito ocorreu durante operação da polícia em Taboão da Serra, nesta segunda-feira (26)
William Oliveira Publicado em 27/01/2026, às 07h00
A Polícia Civil de São Paulo anunciou a prisão do segundo suspeito envolvido no assalto à jornalista Maria Prata, esposa do apresentador Pedro Bial, da TV Globo. O detido, cuja identidade não foi divulgada, integra uma quadrilha de motociclistas especializada em roubos na capital paulista.
A prisão ocorreu na manhã desta segunda-feira (26), durante uma operação que contou com a atuação de agentes do CERCO Oeste, do 7º Distrito Policial e da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Taboão da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo. No último sábado (24), um primeiro suspeito, identificado como Pablo Yuri, de 19 anos, já havia sido preso na região do Campo Limpo, na Zona Sul.
De acordo com informações da TV Globo, Pablo atuava como cúmplice durante a ação criminosa, pilotando a motocicleta que dava suporte ao autor do assalto. Ele foi identificado a partir de imagens de câmeras de segurança e encaminhado ao 14º Distrito Policial, em Pinheiros, na Zona Oeste da capital.
O crime ocorreu na tarde da quinta-feira (22/01/2026), quando Maria Prata caminhava com a filha Dora, de 6 anos, pela Rua Álvaro Martins, no bairro da Lapa, Zona Oeste de São Paulo. O criminoso, que se passava por entregador de aplicativo e estava armado, abordou a jornalista e exigiu a entrega do celular e de joias. Segundo o boletim de ocorrência registrado no 7º DP, o assaltante também solicitou a senha do aparelho e fugiu com o celular desbloqueado.
Após o crime, Maria Prata relatou a experiência traumática nas redes sociais, classificando o episódio como uma “situação que ninguém deveria enfrentar”. Em seu depoimento, ela destacou que não estava usando o celular no momento da abordagem e que se encontrava em uma rua residencial, a poucos metros do destino.
Em outro trecho do desabafo, a jornalista revelou dificuldades para dormir e refletiu sobre o impacto emocional do assalto. “São 4h da manhã, não consigo dormir. Minha cabeça é um replay sem fim de áudios e imagens de uma situação que ninguém deveria passar”, escreveu. Ela ressaltou ainda que tanto ela quanto a filha estão bem e que o episódio poderia ter tido consequências ainda mais graves.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que as investigações continuam em andamento e que o policiamento foi reforçado na região onde o crime ocorreu.