São Paulo confirma 12ª morte por metanol; casos ainda são investigados

Vítima mais recente é um jovem de 26 anos de Mauá; autoridades reforçam fiscalização após série de intoxicações por bebidas adulteradas

Mortes por metanol seguem sob investigação - Imagem: Divulgação | Governo de SP

Lívia Gennari Publicado em 05/02/2026, às 09h35

O governo de São Paulo confirmou a 12ª morte causada por ingestão de metanol no estado. A vítima mais recente é um jovem de 26 anos, morador de Mauá, que morreu no dia 26 de janeiro depois de alguns dias internado. A bebida consumida pelo rapaz era vodca adulterada.

A Vigilância Sanitária, em parceria com a Polícia Civil, realizou inspeção na adega onde a bebida foi ingerida, e as garrafas suspeitas foram encaminhadas ao Instituto de Criminalística para análise. 

Até o momento, foram registrados 52 casos de intoxicação no estado. Além disso, quatro óbitos seguem em investigação, envolvendo pacientes de Guariba, São José dos Campos e Cajamar.

Desde o início do surto, 66 pessoas foram presas, incluindo 46 envolvidas na falsificação e venda das bebidas adulteradas. As autoridades afirmam que a fiscalização segue intensa para evitar novos casos.

O metanol, também chamado álcool metílico, é um líquido incolor que se parece com o álcool comum, mas é altamente tóxico. A ingestão pode causar náuseas, vômitos, dores de cabeça e visão turva, podendo levar a cegueira, convulsões, danos permanentes ao sistema nervoso ou morte. Especialistas alertam que bebidas de procedência duvidosa devem ser evitadas, e qualquer suspeita de intoxicação exige atendimento médico imediato.

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