Novo método contraceptivo de longa duração começa a ser disponibilizado nas UBSs e amplia opções de planejamento familiar no município.
Ana Beatriz Publicado em 30/03/2026, às 22h44
O município de São Bernardo do Campo passou a oferecer, a partir desta segunda-feira (30), o implante contraceptivo Implanon de forma gratuita na rede pública de saúde. A iniciativa amplia o acesso a métodos de longa duração e reforça as políticas de planejamento familiar no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
O lançamento oficial ocorreu no domingo (29), durante evento no Hospital da Mulher, em alusão ao Mês da Mulher. A ação marca a inclusão de um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis atualmente, com taxa de proteção contra gravidez que pode chegar a cerca de 99%.
O Implanon é um contraceptivo hormonal implantado sob a pele do braço da paciente, com duração de até três anos. Diferente de métodos de uso contínuo, como pílulas anticoncepcionais, o implante não depende de administração diária, o que reduz falhas associadas ao esquecimento e aumenta a eficácia no uso real.
Para ter acesso ao método, as pacientes devem ter entre 14 e 49 anos, não estar grávidas e não apresentar sangramentos irregulares. O atendimento começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), onde cada mulher passa por avaliação clínica individual para verificar a indicação adequada.
A inclusão do Implanon no SUS municipal amplia o leque de opções já disponíveis, como anticoncepcionais orais, injetáveis e o DIU de cobre, além de orientações sobre métodos definitivos. A estratégia segue uma tendência de fortalecimento de políticas públicas voltadas à autonomia reprodutiva, prevenção de gravidez não planejada e redução de desigualdades no acesso à saúde.
Especialistas apontam que métodos de longa duração, como o implante hormonal e o DIU, têm impacto direto na redução de gestações não planejadas, especialmente entre populações mais vulneráveis, por exigirem menos intervenção contínua por parte das pacientes.
A expectativa da gestão municipal é ampliar gradualmente o número de atendimentos, conforme a demanda e a capacidade da rede, priorizando grupos que mais se beneficiam do método.