Dados do IBGE apontam crescimento contínuo da renda em São Paulo, que atinge R$ 2.956 e se mantém acima da média nacional em 2025
Erika Osti Publicado em 13/04/2026, às 18h06
O rendimento domiciliar per capita no estado de São Paulo mais que dobrou em pouco mais de uma década e atingiu R$ 2.956 em 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor representa um crescimento acumulado de 106% desde 2014 e coloca o estado com a segunda maior renda média do país, atrás apenas do Distrito Federal. No mesmo período, a média nacional ficou em R$ 2.316, o que deixa São Paulo 28% acima do índice brasileiro.
Os números fazem parte da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua, que acompanha indicadores do mercado de trabalho e da renda no país. Desde o início da medição, em 2014, São Paulo manteve desempenho superior à média nacional em todos os anos analisados. O indicador considera a soma de todos os rendimentos dos moradores de um domicílio, incluindo salários e outras fontes de renda.
Além do avanço no longo prazo, os dados mostram uma aceleração recente. Entre 2022 e 2025, o rendimento domiciliar per capita no estado cresceu 38%, saindo de R$ 2.148 para os atuais R$ 2.956. No mesmo intervalo, a diferença em relação ao Brasil permaneceu consistente, sempre acima de 25%.
A metodologia do IBGE leva em conta os rendimentos brutos efetivamente recebidos no mês de referência da pesquisa. Entram no cálculo salários, aposentadorias, pensões e outras fontes de renda. Todos os moradores do domicílio são considerados, inclusive pensionistas e empregados domésticos, o que permite uma visão mais ampla da renda média das famílias.
Mesmo com o avanço, especialistas destacam que o indicador não mede a distribuição de renda dentro do estado. Ou seja, embora a média tenha crescido, isso não significa necessariamente redução das desigualdades entre regiões ou grupos sociais.
O desempenho paulista acompanha fatores como nível de emprego, formalização do mercado de trabalho e dinâmica econômica regional. Dados recentes também mostram melhora em indicadores como desemprego e geração de vagas formais, o que tende a impactar diretamente a renda média da população.
Os dados do IBGE são considerados uma das principais referências para acompanhar a evolução socioeconômica do país. A série histórica permite comparar estados, analisar tendências e entender como mudanças no mercado de trabalho e na economia afetam o rendimento das famílias ao longo do tempo.