"Chupa-Cabra”

Quadrilha enganava idosos dentro de caixas eletrônicos: veja como o golpe funcionava

A ação da Polícia Civil prendeu cinco suspeitos e desmantelou um esquema que visava idosos em diversas cidades do estado de São Paulo

Investigação revelou que criminosos induziam vítimas a fornecer dados pessoais através de um falso atendimento bancário - Imagem: Reprodução | Câmeras de segurança

Marina Milani Publicado em 13/11/2025, às 10h16

A Polícia Civil prendeu cinco pessoas nesta quinta-feira (13) durante uma operação contra uma quadrilha especializada em aplicar o golpe “chupa-cabra”,  esquema que visava principalmente idosos e atuava em diversas cidades do estado de São Paulo.

A ação, conduzida por agentes do GARRA/DOPE com apoio da Divisão de Capturas e do DEINTER-8, cumpriu oito mandados de busca e apreensão e sete de prisão. Segundo as investigações, o grupo instalava dispositivos fraudulentos em caixas eletrônicos para reter cartões bancários e, em seguida, abordava as vítimas sob o pretexto de oferecer ajuda.

O golpe era sofisticado. Após o cartão ficar preso, os criminosos induziam o correntista a ligar para um falso número 0800, impresso em papéis deixados nas agências. Na chamada, comparsas se passavam por atendentes bancários e pediam dados pessoais e senhas, que eram usados para realizar saques e transferências.

As investigações começaram há um ano, após uma série de ocorrências semelhantes em Palmital, Presidente Venceslau, Martinópolis, Ourinhos, Cândido Mota, Piraju e Junqueirópolis. O inquérito apura os crimes de furto qualificado mediante fraude e associação criminosa.

Essa operação é de extrema importância para conter a atuação de uma quadrilha altamente organizada e itinerante, responsável por golpes sofisticados que vêm causando prejuízos significativos a vítimas em várias cidades do Estado”, afirmou o delegado Marcelo Aparecido, responsável pela investigação.

A operação recebeu o mesmo nome do dispositivo usado nos golpes, “Chupa-Cabra”, e resultou na apreensão de materiais tecnológicos utilizados pelos criminosos para manipular os terminais eletrônicos e manter as centrais falsas de atendimento.

De acordo com a Polícia Civil, a estrutura do grupo apresentava alto grau de planejamento e divisão de tarefas, combinando engenharia social e manipulação tecnológica para enganar as vítimas. As diligências continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa.

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