Tensão na PUC-SP

Protesto contra aborto em frente à PUC de São Paulo termina em confusão e intervenção policial

Manifestação organizada por grupo conservador gerou confronto com opositores e exigiu ação da Polícia Militar para conter agressões em área próxima ao campus.

Manifestantes contra o aborto realizam ato em frente à PUC-SP enquanto grupos contrários reagem e provocam confronto contido pela PM - Imagem: Karime Xavier / FolhaPress

Ana Beatriz Publicado em 24/04/2026, às 11h59

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Um protesto contra o aborto realizado nesta semana em frente à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) terminou em tensão e episódios de confronto entre manifestantes e opositores, segundo registros em vídeo que circularam nas redes sociais e imagens divulgadas pela imprensa.

A manifestação foi organizada por integrantes ligados ao movimento Tradição, Família e Propriedade, grupo de origem católica fundado no Brasil em 1960 e historicamente associado a campanhas públicas de caráter conservador em temas sociais e religiosos . A organização é conhecida por promover mobilizações de rua com cartazes, discursos e distribuição de materiais sobre pautas como família, moral religiosa e oposição ao aborto.

De acordo com registros fotográficos publicados pela Folha de S.Paulo, o ato ocorreu em frente ao campus da PUC-SP e reuniu manifestantes que exibiam faixas e abordavam pedestres para discutir o tema.

Durante a ação, o clima se deteriorou após a aproximação de grupos contrários ao protesto. Vídeos mostram discussões acaloradas que evoluíram para empurrões e tentativas de agressão física entre participantes dos dois lados.

A situação exigiu a intervenção da Polícia Militar de São Paulo, que atuou para separar os envolvidos e restabelecer a ordem no local. A ação policial evitou a escalada da violência e dispersou o foco de conflito.

O episódio ocorre em um momento de forte polarização no debate sobre o aborto no Brasil, tema que envolve questões legais, religiosas e de saúde pública. Atualmente, a legislação brasileira permite a interrupção da gravidez em casos específicos, como risco de vida da gestante, gravidez resultante de estupro e anencefalia fetal .

Nos últimos anos, propostas legislativas e manifestações públicas intensificaram o debate, com grupos organizados tanto a favor quanto contra mudanças na legislação, ampliando a presença de protestos em espaços públicos e universidades.

A PUC-SP, historicamente reconhecida por seu ambiente plural de debate político e social, já foi palco de manifestações em diferentes momentos da história recente do país, refletindo o papel das universidades como espaço de confronto de ideias.

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