Betto Silveira, de 59 anos, foi encontrado morto em sua casa, amordaçado e amarrado, com sinais de agressão
Redação Publicado em 01/12/2025, às 07h50
A Polícia Civil da Paraíba prendeu, na noite de domingo (30), os dois homens apontados como responsáveis pela morte do cabeleireiro Betto Silveira, encontrado amarrado e amordaçado dentro de casa, em Alto de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo, no dia 22.
Aercio Leonardo e Claudeni Barreto foram capturados em Tavares, a cerca de 400 km de João Pessoa, após operação coordenada com a Polícia Civil de São Paulo e o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que havia solicitado a prisão temporária da dupla.
Segundo o delegado Gabriel Brienza, do DHPP, a identificação dos suspeitos só foi possível graças ao trabalho contínuo das equipes BSul e da 1ª Delegacia de Repressão a Homicídios. “A cooperação entre as instituições foi determinante para chegar aos autores”, afirmou.
A Justiça paulista decretou a prisão preventiva dos dois na quinta-feira (27), após análise de imagens de segurança que registraram os homens deixando a residência da vítima às 5h53. As câmeras mostram também Betto retornando à casa pouco depois das 2h da manhã — momento em que, segundo a investigação, ele já estaria acompanhado.
Na quarta (26), um terceiro homem chegou a ser detido pela PM, mas acabou liberado após prestar depoimento.
Como o crime ocorreu
Betto Silveira, de 59 anos, foi encontrado morto no quarto, com boca amordaçada por uma toalha e mãos e pés amarrados com um fio de telefone. Ele apresentava marcas de agressão nos braços, ombro e nariz.
O corpo foi localizado pelo sócio e por uma prima, que foram até o imóvel após perderem contato com o cabeleireiro. A mãe dele, de 98 anos, estava na casa, mas não percebeu a movimentação durante a madrugada e acreditava que o filho havia saído cedo.
No local, não havia sinais de arrombamento. A polícia também encontrou uma faca no banheiro, sem vestígios de sangue. A ausência de indícios de roubo reforça, por enquanto, a linha de que o crime pode ter ocorrido após uma discussão dentro da residência.
O caso segue sob investigação do DHPP.