Preso pela PF, influencer Buzeira é convocado pela CPI dos Pancadões

Comissão investiga irregularidades em festas clandestinas e apura possíveis vínculos com o crime organizado

Buzeira é investigado por envolvimento em esquema milionário de lavagem de dinheiro - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Lívia Gennari Publicado em 17/10/2025, às 11h01

A CPI dos Pancadões pediu a condução coercitiva de Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, para que preste depoimento na Câmara Municipal de São Paulo. A solicitação foi feita na última quinta-feira (16) pelo presidente da comissão, Rubinho Nunes (União), que destacou que o influenciador já havia sido convocado anteriormente, mas não compareceu voluntariamente.

Buzeira foi preso na terça-feira (14), no interior de São Paulo durante uma operação da Polícia Federal. Ele é investigado por suposto envolvimento em um esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas. Na mansão do influencer, os agentes da PF encontrarm um arsenal de armas, que foi apreendido.

Caso a condução coercitiva seja autorizada pela Justiça, o influencer poderá ser levado à Câmara acompanhado pela Polícia Penal.

A Câmara irá peticionar no processo criminal que o levou à prisão para que o juízo autorize sua oitiva e o sistema penitenciário proceda à condução”, explicou Rubinho Nunes.

A CPI, criada no primeiro semestre deste ano, tem como objetivo investigar possíveis falhas dos órgãos municipais na fiscalização de perturbação do sossego, com foco em festas clandestinas e pancadões realizados na cidade.

Além de Buzeira, a comissão convocou diversos MCs e influenciadores digitais para prestar esclarecimentos sobre a realização de eventos clandestinos e a possível associação com atividades ilícitas.

Entre os convocados estão: MC Ryan SP, Salvador da Rima, Chavoso da USP, Giliard Santos — filho da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra — e os influenciadores Gato Preto e Bia Miranda, que em agosto deste ano, se envolveram em um acidente de carro que gerou repercussão nas redes sociais.

A possibilidade de condução coercitiva foi anunciada após várias pessoas faltarem a reuniões da comissão.

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