Prefeitura interdita Ponte do Esqueleto após tragédia e pressiona União por medidas definitivas

Travessia localizada entre Limeira e Cordeirópolis recebeu bloqueio emergencial nesta quarta-feira (17); administração municipal cobra demolição da estrutura e investigação da Polícia Federal após morte de jovem durante salto de rope jump.

Estrutura se tornou alvo de debates sobre segurança após a morte de uma jovem durante um salto de rope jump - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 17/06/2026, às 11h47

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A Prefeitura de Limeira realizou, na manhã desta quarta-feira (17), a interdição emergencial da Ponte do Esqueleto, estrutura localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. Os trabalhos começaram por volta das 6h30 e contaram com o uso de uma retroescavadeira para bloquear o acesso ao local, conhecido por receber praticantes de esportes radicais e visitantes em busca de aventuras e registros para redes sociais.

A medida ocorre poucos dias após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump realizada na ponte. A vítima caiu de uma altura aproximada de 40 metros depois de ser lançada sem estar conectada ao sistema de segurança. O caso ganhou repercussão nacional e reacendeu o debate sobre a responsabilidade pela fiscalização da área.

Segundo a Prefeitura de Limeira, a Ponte do Esqueleto é uma estrutura de responsabilidade da União. Desde o início de 2025, a administração municipal afirma ter encaminhado solicitações aos órgãos federais responsáveis cobrando providências para impedir o acesso ao local e reforçar a segurança. A gestão municipal sustenta que nenhuma medida efetiva foi adotada.

Na segunda-feira (15), o prefeito Murilo Félix se reuniu com representantes do Governo Federal, parlamentares e autoridades locais para discutir alternativas. Durante o encontro, o município solicitou oficialmente a demolição da ponte como solução definitiva para evitar novos acidentes. Também foi pedido o envolvimento da Polícia Federal na investigação da divulgação e promoção de atividades consideradas irregulares na estrutura por meio das redes sociais.

A Ponte do Esqueleto possui um histórico de acidentes graves. Em 2024, uma ciclista morreu após cair do local enquanto tentava tirar uma fotografia. Na época, o acesso já havia sido alvo de medidas restritivas por parte do município. Mesmo assim, a estrutura continuou atraindo visitantes e empresas que promoviam atividades de aventura na região.

Construída originalmente para uma ferrovia que nunca chegou a operar plenamente, a ponte permanece abandonada há décadas. Atualmente, o imóvel está vinculado ao patrimônio da União, situação que tem gerado divergências sobre responsabilidades administrativas e de segurança.

Após a morte da jovem, a Prefeitura de Limeira anunciou ainda que irá ingressar com uma ação judicial contra o Governo Federal, alegando omissão na adoção de medidas para impedir o uso irregular da estrutura.

Com a nova interdição, a expectativa é que o acesso ao local seja dificultado enquanto se discutem soluções permanentes para um dos pontos mais polêmicos e perigosos da região.

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