Trincas em pilares levaram ao bloqueio da ponte Rio Grande; motoristas enfrentam desvios de até 100 quilômetros
Letícia Sales Publicado em 06/02/2026, às 14h11
A ponte Rio Grande, que liga os estados de São Paulo e Minas Gerais, foi totalmente interditada na noite desta quinta-feira (5) após uma vistoria técnica identificar trincas em pilares estruturais da construção. A medida foi adotada por questões de segurança e não há, até o momento, previsão para a liberação do tráfego.
A estrutura conecta os municípios de Miguelópolis, no interior paulista, e Conceição das Alagoas, em Minas Gerais, sendo considerada um importante eixo de ligação regional. Com o bloqueio, motoristas que seguem em direção a Minas precisam percorrer cerca de 100 quilômetros a mais, utilizando rodovias alternativas como a Anhanguera e a Brigadeiro Faria Lima.
De acordo com técnicos envolvidos na análise, as trincas encontradas comprometem a segurança dos usuários, o que motivou a interdição total. Antes da vistoria realizada nesta semana, o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) já havia restringido o tráfego apenas a veículos com até quatro toneladas.
Construída na década de 1970, a ponte tem 540 metros de extensão e 7,8 metros de largura, e foi erguida no mesmo período da Usina Hidrelétrica de Volta Grande, inaugurada em 1974. Ao longo dos anos, a estrutura se tornou fundamental para o deslocamento entre cidades do interior paulista e mineiro, incluindo o acesso a municípios como Barretos.
O DER-MG informou que mantém diálogo com o Departamento Rodoviário de São Paulo para avaliar medidas de recuperação da ponte e viabilizar, no futuro, a retomada da circulação de veículos. Enquanto isso, o órgão reforça a orientação para que os motoristas respeitem rigorosamente a interdição e a sinalização instalada no local.