Lance Final

Polícia rastreia criptomoedas e prende suspeitos de fraude em leilões online

A Operação Lance Final resultou na prisão de doze pessoas envolvidas em fraudes de leilão, com prejuízo estimado em R$ 600 mil

Polícias Civis do Rio Grande do Sul e São Paulo atuaram em conjunto para desmantelar esquema - Imagem: Reprodução / Freepik

William Oliveira Publicado em 09/09/2025, às 08h00

Uma operação integrada das Polícias Civis do Rio Grande do Sul e de São Paulo resultou na prisão de doze pessoas envolvidas em um sofisticado esquema de fraudes conhecido como Golpe do Falso Leilão. A ação, batizada de Operação Lance Final, teve como objetivo desarticular uma rede criminosa que atuava em todo o país.

Os suspeitos criavam páginas eletrônicas falsas que imitavam sites oficiais de leilões e anunciavam veículos como se fossem legítimos. Para atrair vítimas, patrocinavam links em motores de busca, fazendo com que interessados acreditassem estar participando de leilões verdadeiros.

Segundo a polícia, o grupo operava com alto nível de sofisticação. Além de falsificar termos de arremate e documentos, mantinha contato direto com os compradores por meio de aplicativos de mensagens. Após as transferências financeiras, os criminosos simplesmente desapareciam.

As investigações duraram mais de um ano e contaram com intensa troca de informações entre os estados, além do uso de técnicas de inteligência cibernética para derrubar sites ainda ativos. Os investigadores destacaram que essa estrutura se consolidou como uma das maiores redes de fraudes digitais já identificadas no Brasil.

A operação mobilizou 80 policiais civis e teve apoio técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça, especializado no rastreamento de criptoativos. O núcleo foi essencial para seguir valores ocultos em carteiras digitais e mapear o fluxo financeiro do grupo.

Além das prisões, também foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Itanhaém.

Como funcionava o golpe:

Os investigados poderão responder por estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem chegar a 21 anos de prisão, além de multas.

Até agora, os nomes dos detidos e os locais exatos das prisões não foram divulgados.

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