A Polícia Ambiental interditou uma fábrica clandestina de palmito no interior de São Paulo após identificar graves irregularidades sanitárias e ambientais
William Oliveira Publicado em 25/03/2026, às 12h56
A Polícia Militar Ambiental interditou uma fábrica clandestina de palmito em Sete Barras, no interior de São Paulo, após identificar uma série de irregularidades sanitárias e ambientais. A ação ocorreu na terça-feira (24), no bairro Monjolo.
No local, os agentes apreenderam mais de 170 quilos de palmito, entre produtos in natura e em conserva, além de equipamentos industriais e cartuchos de munição. Segundo a corporação, a fábrica operava em condições de extrema insalubridade.
A operação teve início após uma denúncia sobre o funcionamento irregular do estabelecimento. Ao chegarem ao endereço, os policiais avistaram o proprietário, que fugiu para uma área de mata e não foi localizado.
Durante a vistoria, foi constatado que o processamento do palmito era feito de forma irregular, com graves violações às normas sanitárias. O preparo ocorria próximo a um banheiro, com presença de resíduos em decomposição, comprometendo totalmente as condições de higiene.
Também foram identificadas irregularidades como rotulagem ilegal — com uso de etiquetas de outra empresa —, além da posse de munições e armazenamento de produtos florestais sem licença.
Ao todo, foram apreendidas 117 hastes de palmito juçara, 110 quilos de palmito pupunha in natura e 66 quilos de palmito em conserva. Entre os materiais recolhidos estão ainda fogareiro, botijão de gás, ácido cítrico, sal, picadores industriais e um caldeirão com capacidade para 100 litros.
O suspeito foi identificado por documentos deixados no local e deverá responder por posse irregular de munição, crimes contra as relações de consumo e crime ambiental. Ele segue foragido. As multas aplicadas ultrapassam R$ 84 mil.