A denúncia do g1 revelou que o esgoto sem tratamento está sendo despejado no rio há pelo menos três anos. A Cetesb e o Saae já estão investigando as causas e possíveis soluções.
Redação Publicado em 04/03/2026, às 11h46
A Polícia Militar Ambiental confirmou nesta terça-feira (3) o despejo de esgoto sem tratamento no Rio Sorocaba, no bairro Parque São Bento, zona norte de Sorocaba (SP). A situação foi denunciada pelo g1 e, após a apuração das autoridades, ficou constatado que canos irregulares estão despejando dejetos diretamente no manancial, comprometendo a qualidade da água.
O caso, que dura ao menos três anos, foi investigado pela Polícia Militar, que encontrou canos despejando esgoto nas margens do rio. As autoridades também localizaram lixo despejado no local. Segundo o boletim de ocorrência, uma munição foi encontrada nas proximidades, mas não há mais informações sobre seu vínculo com o caso.
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Sorocaba afirmou que está investigando a origem do despejo e desenvolverá um plano de correção emergencial. A Cetesb, responsável pelo monitoramento ambiental, também se envolveu na apuração e já coletou novas amostras da água para analisar a qualidade e tomar as medidas necessárias.
As denúncias revelaram que a área conhecida como Chácara do Mineiro apresenta pelo menos oito pontos de descarte de esgoto no Rio Sorocaba. A rede irregular, que foi construída clandestinamente, funciona com "ladrões", dispositivos de escape que fazem o esgoto ser despejado diretamente na mata, afetando a água que vai para o rio. A região, caracterizada por sua topografia baixa, dificulta o transporte do esgoto até as estações de tratamento, o que provoca o despejo nos canais irregulares.
A situação é ainda mais preocupante, já que a área fica próxima a duas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), mas a falta de infraestrutura e o erro na construção da rede resultaram nesse problema ambiental grave.
O Rio Sorocaba é um dos principais afluentes do Rio Tietê, e sua contaminação com esgoto sem tratamento coloca em risco não apenas o meio ambiente, mas também a saúde da população. O manancial corta diversas cidades, incluindo Sorocaba, e sua água não é responsável pelo abastecimento da cidade, pois as captações ocorrem acima da área afetada.