INVESTIGAÇÃO

PM é suspeito de executar cachorro caramelo com sete tiros em SP

Câmeras de segurança registraram o momento em que um policial saca a arma e atira diversas vezes contra um cachorro na calçada de uma avenida da Zona Leste

PM foi conduzido para prestar depoimento nesta segunda-feira (23) - Imagem: Reprodução / Câmera de Segurança / Arquivo Pessoal

William Oliveira Publicado em 23/02/2026, às 11h12

A Polícia Civil identificou um soldado da Polícia Militar como suspeito de matar um cachorro comunitário a tiros no dia 18 de janeiro deste ano, na Avenida Ragueb Chohfi, no Jardim Três Marias, Zona Leste de São Paulo. O nome do policial não foi divulgado.

O agente foi conduzido na manhã desta segunda-feira (23) ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), no Centro da capital, por equipes da Polícia Civil e da Corregedoria da PM. Ele deverá ser interrogado e, posteriormente, indiciado por maus-tratos a animais, podendo responder ao processo em liberdade.

O crime foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram o homem discutindo com a esposa na calçada, quando o cachorro se aproxima latindo. Em seguida, o suspeito saca uma arma e dispara diversas vezes contra o animal, fugindo logo depois.

O cão, sem raça definida e conhecido como “caramelo” pelos moradores da região e por funcionários de um shopping próximo, vivia nas ruas e era cuidado pela comunidade. Laudo necroscópico apontou que o animal foi atingido por vários disparos, incluindo tiros na cabeça e no peito.

A identificação do policial ocorreu após análise das imagens pela Delegacia de Crimes contra os Animais, vinculada ao DPPC. A Justiça negou o pedido de prisão temporária, autorizando apenas mandado de busca e apreensão na residência do suspeito.

A arma do policial já havia sido apreendida anteriormente em outra ocorrência, registrada em 14 de fevereiro, quando ele reagiu a um assalto e atirou contra um suspeito.

Durante o cumprimento do mandado, os agentes localizaram o soldado e o conduziram para prestar depoimento. Caso seja condenado por maus-tratos a animais, ele poderá receber pena de dois a cinco anos de prisão, que pode ser convertida em prestação de serviços comunitários.

O caso segue em investigação.

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