Violência Policial

PM atira e mata morador de rua durante abordagem no Centro de SP

Dois policiais militares foram detidos pela Corregedoria da PM após a morte de um morador de rua em São Paulo

Soldados alegaram que a vítima tentou desarmá-los, mas investigação aponta inconsistências - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Paulo Pinto

William Oliveira Publicado em 23/07/2025, às 09h53

Dois policiais militares da Força Tática foram presos pela Corregedoria da PM na última terça-feira (22), suspeitos de envolvimento na morte de um morador de rua em São Paulo. O caso ocorreu na noite de 13 de junho, nas imediações do Viaduto 25 de Março, região do Parque Dom Pedro II, no centro da capital.

Segundo a investigação, os soldados Alan Wallace dos Santos Moreira e Danilo Gehrinh afirmaram ter estacionado a viatura entre a Rua da Figueira e o Viaduto Antônio Nakashima, quando abordaram Jeferson de Souza, de 23 anos, que teria descido de uma árvore. Durante a checagem, constataram que havia um mandado de prisão contra ele por estupro e agressão.

De acordo com os agentes, ao ser informado de que seria conduzido ao distrito policial, Jeferson teria tentado desarmar um deles. Em reação, os dois dispararam ao menos três vezes com fuzis. No entanto, laudo do DHPP revelou que o corpo da vítima apresentava oito perfurações, sendo duas na cabeça.

As imagens das câmeras corporais utilizadas pelos policiais estão sendo analisadas como parte da apuração. A investigação também requisitou gravações de segurança da área, mas as autoridades afirmaram que não foi possível confirmar a versão apresentada, pois a abordagem ocorreu em um ponto escuro, atrás de uma pilastra.

Jeferson chegou a ser levado ao pronto-socorro da Santa Casa, mas não resistiu. A Justiça decretou a prisão preventiva dos dois policiais, que foram inicialmente encaminhados ao 78º Distrito Policial, nos Jardins, antes de serem transferidos ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte.

Um terceiro policial, que permaneceu dentro da viatura durante toda a ação, não está sendo investigado. O caso segue sob sigilo judicial.

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