Amanda Almeida, de 31 anos, foi assassinada pelo ex-marido em Osasco; Carlos Ribeiro foi preso após confessar o crime
William Oliveira Publicado em 26/05/2025, às 08h00
A morte trágica de Amanda Almeida, de 31 anos, comoveu a comunidade de Osasco, na Grande São Paulo. A mulher foi assassinada pelo ex-marido, Carlos Ribeiro, que posteriormente descartou seu corpo no Rio Tietê. O caso ganhou notoriedade após a revelação de que o casal havia participado do quadro “Minha Mulher que Manda”, do programa Domingo Legal, exibido pelo SBT.
Segundo Dayane Andrade, amiga próxima da vítima, Amanda e Carlos participaram do programa em um episódio transmitido em 17 de novembro de 2024, onde demonstraram sintonia durante uma prova culinária. No entanto, nos bastidores, o relacionamento era marcado por conflitos e violência.
Amanda desapareceu na segunda-feira (19). Três dias depois, Carlos foi preso após confessar o crime à polícia. O casal estava separado há cerca de dois meses e tinha três filhos, que não estavam em casa no momento do crime.
As investigações indicam que Carlos estrangulou Amanda e contou com a ajuda do irmão, Fernando Ribeiro, para esconder o corpo. Imagens de câmeras de segurança mostram os dois deixando a residência com um objeto envolto em um lençol, posteriormente identificado como o corpo da vítima. O corpo foi colocado no porta-malas do carro de Carlos e, segundo a polícia, descartado do alto da Ponte Piracema.
Fernando foi preso no dia 22 de fevereiro. Ambos estão sendo formalmente acusados por feminicídio e ocultação de cadáver. A Justiça decretou prisão preventiva sem prazo determinado para soltura.
Atualmente, o Corpo de Bombeiros realiza buscas na Barragem Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba, onde há indícios de que o corpo possa ter sido transportado após o descarte.
Amanda era reconhecida no setor de eventos e trabalhou como bartender em festivais como Lollapalooza e Carnatal. Nas redes sociais, tinha mais de 3 mil seguidores e compartilhava sua rotina com frequência.
Relatos apontam que Amanda decidiu se separar de Carlos após sofrer agressões físicas. Por receio de prejudicar os filhos — com idades entre 7 e 16 anos —, ela não chegou a registrar boletins de ocorrência. O advogado da família, Gelson Oliveira, informou que irá solicitar a guarda definitiva das crianças para a mãe de Amanda.
Testemunhas relataram à polícia que Carlos insistia em reatar o relacionamento, mesmo após o fim do casamento. Um encontro recente entre Amanda e um antigo namorado pode ter sido o estopim para o crime. O ex-namorado afirmou que o reencontro foi casual e que Amanda confidenciou ter sido agredida por Carlos anteriormente.