Polícia apreende seis veículos, mais de R$ 40 mil em dinheiro e celulares em ação contra esquema de apostas online
Erika Osti Publicado em 23/04/2026, às 19h39
A Polícia Civil prendeu um homem de 27 anos e uma mulher de 26 durante uma operação contra a divulgação de jogos de azar online em Avaré, no interior de São Paulo, nesta quinta-feira (23). A ação, batizada de Operação Fim de Jogo, também resultou na apreensão de seis veículos, mais de R$ 40 mil em dinheiro, celulares, joias, documentos e um simulacro de arma de fogo. Segundo os investigadores, a dupla integrava um grupo estruturado que usava redes sociais para atrair usuários a plataformas ilegais conhecidas como “jogos do tigrinho”, com indícios de estelionato e associação criminosa.
De acordo com a Delegacia de Investigações Gerais do município, a operação foi realizada no bairro Jardim Paineiras após a Justiça expedir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. As investigações começaram a partir de denúncia anônima que apontava o uso de perfis digitais para promover apostas online sem autorização no Brasil.
As apurações indicam que os suspeitos atuavam diretamente na captação de novos usuários. Eles divulgavam conteúdos que prometiam ganhos fáceis e incentivavam seguidores a realizar depósitos nas plataformas. Em troca, recebiam comissões, bônus e valores fixos proporcionais ao número de pessoas direcionadas aos sites.
Outro ponto identificado pela polícia foi o uso de contas de demonstração que exibiam lucros elevados. Esse tipo de estratégia, segundo os investigadores, pode induzir o público ao erro ao criar a falsa impressão de que é simples ganhar dinheiro com apostas, levando usuários a investir recursos próprios.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam três automóveis e três motocicletas, além de aparelhos celulares que devem passar por análise. A polícia também recolheu documentos que podem ajudar a identificar outros integrantes do grupo e detalhar a estrutura do esquema.
Os dois suspeitos foram levados à delegacia de Avaré, onde permaneceram à disposição da Justiça. As investigações continuam para mapear a possível participação de outros envolvidos e aprofundar o alcance das atividades do grupo.