Operação mira grupo chinês ligado ao PCC que movimentou R$ 1,1 bilhão
William Oliveira Publicado em 12/02/2026, às 10h23
Uma operação conjunta da Polícia Civil de São Paulo, do Ministério Público e da Secretaria da Fazenda foi deflagrada nesta quinta-feira (12) contra uma organização criminosa chinesa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), suspeita de lavar dinheiro por meio da venda de produtos eletrônicos a partir da capital paulista para todo o país.
As investigações apontam que o grupo movimentou ao menos R$ 1,1 bilhão em apenas sete meses.
Segundo a polícia, os produtos eram comercializados por meio de uma plataforma principal de vendas, mas os pagamentos eram direcionados para empresas de fachada, que funcionavam como contas de passagem. Posteriormente, as notas fiscais eram emitidas por outras empresas, com o objetivo de dar aparência de legalidade às transações.
Ainda de acordo com os investigadores, uma das empresas envolvidas pertence formalmente a um integrante do PCC que atuava como “laranja” no esquema. O grupo utilizava membros de facções criminosas como sócios fictícios e beneficiários de imóveis de alto valor para blindar o patrimônio obtido ilegalmente.
Cerca de 100 policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) cumprem 20 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão nos estados de São Paulo e Santa Catarina.
Promotores do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP), do Ministério Público, obtiveram na Justiça o bloqueio de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores, incluindo pelo menos R$ 25 milhões em imóveis de luxo, veículos de alto padrão, dezenas de contas bancárias em nome de laranjas e diversas aplicações financeiras.