Pirataria

Operação em São Paulo apreende milhares de figurinhas falsas da Copa e camisas piratas

Ação do Deic no centro da capital resultou na apreensão de mais de 80 mil produtos falsificados

As autoridades continuam a investigar a origem das falsificações - Imagem: Reprodução/Governo de São Paulo

Redação Publicado em 28/05/2026, às 17h15

Uma operação realizada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) apreendeu nesta quinta-feira (28) uma grande quantidade de produtos falsificados relacionados à Copa do Mundo de 2026 em regiões de comércio popular no centro de São Paulo. Entre os itens recolhidos estavam milhares de figurinhas e álbuns da competição, além de camisetas piratas da seleção brasileira.

A ação ocorreu nos bairros do Canindé e da República, com foco em pontos tradicionais de venda de mercadorias populares, como a Rua 24 de Maio, Avenida Valtier e Rua Dom José de Barros. Segundo a Polícia Civil, cerca de 85 mil figurinhas e álbuns falsificados foram encontrados durante a fiscalização.

Além dos cromos irregulares, os agentes apreenderam aproximadamente 2 mil camisas falsificadas. Cinco pessoas foram presas em flagrante por suspeita de envolvimento com a comercialização dos produtos ilegais. O caso foi enquadrado na Lei Geral do Esporte.

A operação foi coordenada pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que intensificou o combate à pirataria diante do aumento da circulação de produtos ligados ao torneio internacional.

Nos últimos dias, comerciantes ambulantes da capital paulista passaram a oferecer figurinhas da Copa com preços abaixo dos praticados oficialmente pela editora responsável pelo álbum. As versões falsificadas eram encontradas em regiões como Brás, 25 de Março e São Bento, muitas vezes apresentadas como produtos de “primeira linha”.

Investigações recentes também apontam que o estado de São Paulo pode estar ligado à distribuição em larga escala desse tipo de mercadoria irregular. Na semana passada, um carregamento com cerca de 200 mil figurinhas falsas foi interceptado em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. A suspeita é de que os produtos tenham saído da capital paulista.

As autoridades seguem investigando a origem das falsificações e possíveis conexões entre os grupos envolvidos na produção e distribuição dos materiais apreendidos.

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