INVESTIGAÇÃO

Operação apreende celulares em celas de policiais denunciados por Gritzbach

Parte dos aparelhos apreendidos foi encontrada nas celas dos policiais civis Valdenir Paulo de Almeida, conhecido como "Xixo", e Valmir Pinheiro, apelidado de "Bolsonaro", ambos presos desde setembro de 2024

Operação apreende celulares em celas de policiais denunciados por Gritzbach - Imagem: Reprodução

William Oliveira Publicado em 05/02/2025, às 08h31

Uma operação conjunta entre o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Corregedoria da Polícia Civil resultou na apreensão de diversos itens dentro do presídio da Polícia Civil, localizado na zona norte da capital paulista. A operação, batizada de Video Vocacionis, ocorreu na terça-feira (4) e teve como alvo as celas de 69 presos. 

As investigações estão diretamente ligadas à morte de Vinicius Gritzbach, um delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), assassinado em novembro do ano passado. Gritzbach havia denunciado policiais civis por extorsão a membros da facção criminosa.

Entre os itens encontrados estavam:

Durante a operação, foi descoberto que parte dos aparelhos apreendidos estava nas celas dos policiais civis Valdenir Paulo de Almeida, conhecido como "Xixo", e Valmir Pinheiro, apelidado de "Bolsonaro", ambos detidos desde setembro de 2024 por suspeitas de envolvimento em tráfico de drogas. As investigações apontam que esses agentes foram mencionados nas delações de Gritzbach, que os acusou de extorquir dinheiro de integrantes do PCC e de coagir testemunhas para obstruir investigações.

Além disso, mandados de busca foram cumpridos na residência do delegado Alberto Pereira Matheus Junior, que ocupa um alto cargo dentro da Polícia Civil e também foi citado nas delações. Embora não tenha sido preso, sua situação funcional está sendo avaliada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo.

A SSP anunciou que a Corregedoria investigará as condutas dos agentes envolvidos e seu possível envolvimento com atividades criminosas. A defesa dos policiais detidos afirma que as prisões são ilegais e sem fundamento.

Até o momento, a força-tarefa já contabiliza 26 prisões ligadas ao caso Gritzbach, incluindo três suspeitos diretamente envolvidos em seu assassinato.

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