Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, foi preso em Santa Cruz de la Sierra; Tuta é apontado como sucessor direto de Marcola na chefia do Primeiro Comando da Capital
William Oliveira Publicado em 17/05/2025, às 08h00
Na última sexta-feira (16), a Polícia Federal (PF), em cooperação com a Fuerza Especial de Lucha contra el Crimen da Bolívia, prendeu Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta. Ele é apontado como o novo líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), sucessor direto de Marcola na chefia da facção criminosa.
Tuta, que estava foragido, foi localizado e capturado em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que ele foi condenado por associação criminosa e lavagem de dinheiro, com uma pena superior a 12 anos. As autoridades ressaltaram que ele provavelmente integra a Lista de Difusão Vermelha da Interpol, o que intensificou os esforços internacionais para sua captura.
O suspeito já era um dos principais alvos da Operação Sharks, deflagrada em 2020. Na ocasião, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) confirmou que Tuta havia assumido o comando do PCC após a transferência de Marcola para um presídio federal, em fevereiro de 2019. O promotor Lincoln Gakiya destacou que Tuta era um velho conhecido das autoridades, e que sua nova função o colocava como principal liderança da facção, tanto dentro quanto fora dos presídios.
O MPSP também revelou que Tuta ocupava uma função ligada ao consulado de Moçambique em Belo Horizonte. O cargo de "adido", embora não diplomático de carreira, poderia facilitar sua movimentação pelo continente africano e outras regiões. Essa ligação foi considerada estratégica pelas investigações, conferindo ao criminoso mobilidade internacional.
Além disso, em 2020, o MPSP apontou que Tuta mantinha conexões com integrantes do PCC no Paraguai e na Bolívia, além de possíveis vínculos com atividades da facção na África.