Crime ocorreu em 8 de novembro do ano anterior, nas dependências do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos
William Oliveira Publicado em 29/01/2025, às 08h00
Um laudo de balística referente ao assassinato de Vinícius Gritzbach, revelou uma conexão alarmante: parte da munição utilizada no crime foi adquirida pela Polícia Militar do Estado de São Paulo. A descoberta, viabilizada pelo código de rastreamento encontrado nos cartuchos, levanta questões sobre a origem das armas empregadas.
O homicídio ocorreu em 8 de novembro do ano anterior, nas dependências do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. As investigações resultaram na prisão de vários policiais civis e militares, suspeitos de envolvimento na execução do delator do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as apurações continuam por meio de uma força-tarefa criada para esclarecer todos os aspectos do caso. As autoridades ressaltaram que certos detalhes permanecem em sigilo para preservar a integridade das investigações e a autonomia das ações policiais.
Além disso, um laudo necroscópico confirmou que Gritzbach foi atingido por oito tiros, que perfuraram várias partes do corpo, incluindo a cabeça e o tórax. Os executores utilizaram dois tipos de fuzis, um modelo 7.62 e outro 5.56, efetuando 34 disparos no ataque.
No local do crime, parte da munição foi encontrada em uma sacola abandonada pelos perpetradores. O item continha a marca "CBC", referência à Companhia Brasileira de Cartuchos, sugerindo a origem da munição empregada na ação criminosa.