SEQUESTRO

Mulher finge parto após sequestrar bebê de amiga no interior de SP

Uma jovem de 22 anos foi detida em Rio Claro, SP, após sequestrar o recém-nascido de uma amiga, alegando ter dado à luz em uma ciclovia

Namorado da acusada afirmou que acreditava que ela estava grávida desde dezembro de 2024 - Imagem: Divulgação / GCM

William Oliveira Publicado em 10/10/2025, às 12h12

Na última quinta-feira (9), uma jovem de 22 anos foi detida em Rio Claro (SP) acusada de sequestrar o recém-nascido de uma amiga. Ela foi presa em flagrante, respondendo por sequestro, cárcere privado e porte de arma branca.

Segundo a Santa Casa de Rio Claro, a acusada apresentou-se ao hospital acompanhada do bebê, alegando ter dado à luz em uma ciclovia na cidade. Contudo, a equipe médica desconfiou da narrativa, pois tanto a mulher quanto a criança não apresentavam sinais típicos de parto recente. A bebê havia nascido no dia 2 de outubro.

“Percebemos que as características do bebê não eram compatíveis com quem acabou de dar à luz. De forma discreta, acionamos os órgãos competentes para evitar que a suposta mãe fugisse com a recém-nascida”, explicou Carlos Spatti, gerente de enfermagem.

A Guarda Civil Municipal (GCM) e a Polícia Militar foram acionadas imediatamente. Com apoio do Conselho Tutelar, foi possível confirmar a identidade da criança e devolvê-la aos pais biológicos.

O Boletim de Ocorrência relata que, durante o deslocamento ao hospital, as equipes receberam informações sobre o desaparecimento da recém-nascida. Ao chegar à Santa Casa, fotografaram a bebê e comprovaram sua identidade.

A mãe biológica relatou que a sequestradora era amiga íntima da família e estava visitando-a para auxiliar na recuperação de uma cesariana realizada uma semana antes. Segundo ela, após um cochilo profundo, acordou para encontrar a casa vazia e a filha desaparecida. Ao tentar contato com a amiga, não obteve explicações coerentes, acionando a polícia.

Gravidez falsa

O namorado da acusada afirmou que acreditava que ela estava grávida desde dezembro de 2024. Ele disse ter recebido um telefonema informando sobre o suposto parto em uma ciclovia e, junto a um amigo, levou a jovem ao hospital. No local, observou que a bebê estava limpa e vestida, sem indícios de nascimento recente, reforçando suas suspeitas.

Ele também relatou que a jovem nunca compareceu a consultas médicas durante a suposta gestação, e seu corpo não apresentava sinais compatíveis com gravidez, apesar de ter organizado um chá de bebê para celebrar a futura filha.

A jovem foi interrogada pelas autoridades, mas optou por permanecer em silêncio durante todo o processo.

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