Idosos e motociclistas continuam sendo as principais vítimas no trânsito; Prefeitura reforça a implementação de ações emergenciais
William Oliveira Publicado em 04/04/2025, às 11h01
A cidade de São Paulo vive uma escalada preocupante nos acidentes de trânsito, com destaque para os casos de atropelamentos e colisões envolvendo motociclistas. Nos dois primeiros meses de 2025, o número de mortes nesses tipos de ocorrências subiu 29% em relação ao mesmo período de 2024 — saltando de 42 para 53 vítimas fatais. Entre os mortos, 23 eram idosos, o que reforça a urgência de medidas voltadas à proteção de pessoas mais vulneráveis nas vias da capital.
O cenário também é crítico para os motociclistas. Em fevereiro de 2025, foram registradas 31 mortes desse grupo, contra 28 no mesmo mês do ano anterior — um aumento de 10%. Esses dados acendem o alerta sobre a segurança viária, especialmente diante do crescimento do uso de motocicletas para entregas e transporte por aplicativo.
Para tentar conter essa crise, a Prefeitura de São Paulo anunciou algumas ações emergenciais, como a ampliação da chamada faixa azul — espaço exclusivo para motocicletas — e a implantação de cerca de 9.000 novas faixas de pedestres espalhadas pela cidade. No entanto, a própria administração municipal reconhece as dificuldades em reduzir os índices de acidentes de forma eficaz.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB), afirmou que o aumento no número de ocorrências com motos exige uma reavaliação dos serviços de transporte por aplicativo realizados com esse tipo de veículo, o que reacende a polêmica com plataformas como Uber e 99.
O problema, no entanto, ultrapassa os limites da capital. Em todo o estado de São Paulo, 482 motociclistas perderam a vida entre janeiro e dezembro de 2024 — o maior número registrado na última década. A combinação de imprudência, alta velocidade, trânsito caótico e falta de fiscalização efetiva agrava um problema estrutural que segue sem solução definitiva.