Homenagem a Lucca Guaglianone Varandas Pereira reúne ciclistas no local do atropelamento e levanta questionamentos sobre responsabilidade e proteção no trânsito.
Ana Beatriz Publicado em 25/04/2026, às 15h31
A morte do jovem ciclista Lucca Guaglianone Varandas Pereira, atropelado por um caminhão na última terça-feira, dia 21, na Avenida Governador Mário Covas, em Santos, desencadeou uma forte mobilização e reacendeu o debate sobre a segurança de ciclistas nas vias urbanas.
Na manhã deste sábado, dia 25, por volta das 6h, dezenas de ciclistas se reuniram no exato ponto do acidente, na altura do Canal 6, na região da Perimetral, para prestar uma homenagem marcada por silêncio, emoção e cobrança por mudanças. O local foi tomado por bicicletas, flores, velas e fitas, em um cenário que simbolizou não apenas o luto, mas também a revolta de uma comunidade que se sente exposta diariamente.
O ato, organizado por grupos de pedal e amplamente compartilhado nas redes sociais, teve como lema “Por Lucca. Por todos nós”. A mensagem central foi clara: a morte de um ciclista não pode ser tratada como um caso isolado, mas como reflexo de um problema estrutural de convivência no trânsito.
Durante a manifestação, participantes destacaram a vulnerabilidade de quem utiliza a bicicleta como meio de transporte ou prática esportiva. Segundo relatos, a Avenida Governador Mário Covas é conhecida pelo fluxo intenso de veículos pesados, o que aumenta significativamente o risco para ciclistas, especialmente em trechos onde a infraestrutura não oferece proteção adequada.
A mobilização também trouxe à tona críticas indiretas à falta de políticas públicas eficazes voltadas à segurança viária. Para muitos presentes, o episódio evidencia uma falha sistêmica que vai além do acidente em si, envolvendo desde a ausência de ciclovias seguras até a falta de fiscalização e conscientização de motoristas.
Amigos de Lucca e integrantes da comunidade ressaltaram que o objetivo da homenagem foi transformar o luto em um movimento de conscientização. A ideia, segundo eles, é evitar que novas tragédias aconteçam e reforçar que cada ciclista representa uma vida que precisa ser respeitada.
O encontro terminou sem incidentes, mas com um recado forte: enquanto não houver mudanças concretas, o risco continuará fazendo parte da rotina de quem pedala nas ruas da cidade.