Voz marcante do rádio e da televisão brasileira brilhou no “Show de Rádio” e no programa “Perdidos na Noite”
Erika Osti Publicado em 13/03/2026, às 16h40
O humorista e radialista Nelson Tatá Alexandre morreu aos 84 anos na noite de quinta-feira (12), em São Paulo. A informação foi divulgada nas redes sociais do Museu Brasileiro de Rádio e Televisão. Tatá ficou conhecido por sua longa trajetória no rádio e por participações marcantes na televisão, especialmente no “Show de Rádio”, da Jovem Pan, e no programa “Perdidos na Noite”, onde atuou ao lado de Fausto Silva.
Nelson Francisco Alexandre nasceu em 14 de maio de 1941 e iniciou a carreira ainda criança. Aos seis anos, já se apresentava como cantor em uma rádio de Araçatuba, no interior paulista. Mais tarde, trabalhou em Regente Feijó, onde também atuou como operador de som. Em 1958 passou pela Rádio Marabá, em Mogi das Cruzes, e em 1962 seguiu para a Rádio Metropolitana.
A projeção nacional começou em 1964, quando participou do programa “Amostra Grátis”, da Rádio Record. Nos anos seguintes, consolidou sua carreira na Rádio Jovem Pan, onde trabalhou entre 1969 e 1979 e participou de diversos programas, como “Curtição”, “Fala Bicho Fala”, “Domingo Especial”, “Sala do Povo”, “São Paulo Agora” e o popular “Show de Rádio”.
Em 1979, transferiu-se para a Rádio Globo e integrou o programa “Pé na Estrada”. Depois também participou de atrações da Rádio Excelsior, entre elas “Balancê”, onde atuou ao lado de Faustão. A parceria com o apresentador continuaria na televisão.
Entre 1984 e 1989, Tatá integrou o elenco do “Perdidos na Noite”, exibido por diferentes emissoras, como TV Gazeta, Record e Band. Na atração, fez sucesso com o humor irreverente e com a parceria com o comediante Carlos Roberto Escova, formando a dupla “Tatá e Escova”, que se tornou conhecida entre ouvintes e telespectadores.
O humorista também participou de quadros do programa “Viva a Noite”, apresentado por Gugu Liberato no SBT, ampliando ainda mais sua presença na televisão.
Ao longo da carreira, criou diversos personagens que marcaram época no rádio e na TV. Entre eles estavam Chicrinha, Omar Caloso, Caim Sued, Severino Van Gogó, Giro Gomo, Eli Conveia e o popular Mosquito da Dengue. Muitos desses personagens misturavam sátira e crítica bem-humorada a figuras públicas e situações do cotidiano.
Nos anos 1990, passou por emissoras como Rádio Cidade, Gazeta, American Sat, Tribuna de Santos e Bandeirantes. Também voltou a colaborar com a Jovem Pan, participando do programa “Pânico”.
Em 1997, a carreira foi interrompida após um aneurisma cerebral. Desde então, Tatá passou a levar uma vida mais reservada, próximo da família e dos amigos.
O Museu Brasileiro de Rádio e Televisão lamentou a morte do artista e destacou sua importância para a comunicação brasileira, lembrando que Tatá foi um dos nomes que ajudaram a construir a história do humor no rádio.
Tatá era casado há 46 anos com a jornalista Célia Loriggio Alexandre. Ele deixa três filhos, além de netos e bisnetos. O velório está marcado para esta sexta-feira (13), das 13h às 17h, no Cemitério Vila Mariana, na capital paulista. Em seguida, o corpo será cremado no Crematório da Vila Alpina.